|
A Missão de Observação Eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC) para as eleições harmonizadas (presidenciais, parlamentares e autárquicas) do Zimbabwe emitiu ontem, por volta das 19 horas (18 em Angola), em Harare, a sua declaração oficial sobre o processo eleitoral na antiga Rodhesia do Sul, tendo considerado que as eleições foram livres, pacíficas e credíveis. Este processo vai terminar no próximo dia quatro de Abril, com a divulgação dos resultados do escrutínio.
Na voz do chefe da missão, o ministro José Marcos Barrica, a SADC declarou: “as eleições harmonizadas realizadas no Zimbabwe no dia 29 de Março de 2008 para a escolha do Presidente da República, senadores, membros do Parlamento e autarcas foram uma expressão livre, pacífica e credível do povo zimbabweano”.
A declaração oficial foi apresentada numa das salas de conferências do Raimbow Towers Hotel, “quartel-general” da missão desde o dia 15 de Março, perante mais de duzentos jornalistas, membros do corpo diplomático, representantes de partidos políticos e da sociedade civil, de um modo geral.
Na ocasião, Marcos Barrica (na foto), realçou o facto de se ter observado “um nível aceitável de maturidade política demonstrado pelos partidos políticos”.
Destacou a atmosfera pacífica e o elevado nível de tolerância política manifestada pelos simpatizantes dos diferentes partidos políticos.
Marcos Barrica, realçou ainda a utilização de urnas transparentes e a presença de observadores e agentes partidários nas assembleias de voto, de acordo com os princípios e directrizes da SADC, garantindo a transparência ao processo de votação.
Entretanto, no âmbito das suas atribuições, a missão registou e efectuou diligências junto da ZEC no sentido de apurar algumas inquietações, mormente de organizações da sociedade civil, partidos políticos e candidatos, sobre a falta de imparcialidade da imprensa estatal, discursos inflamados feitos por militares e membros de forças políticas, o atraso na publicação dos cadernos de registo eleitoral e das mesas de assembleia de voto, insuficiência de boletins de voto e mesas de assembleias de voto.
Marcos Barrica, que chefiou a missão de observadores da SADC, sob nomeação do Presidente da República, na qualidade de número um do órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança daquela organização de integração regional, enalteceu o esforço da Comissão Eleitoral do Zimbabwe, que “apesar dos enormes desafios logísticos que acarretaram estas eleições complexas, a ZEC desenvolveu os esforços possíveis para que as mesmas fossem realizadas”.
Integraram a Missão de Observação eleitoral da SADC para as eleições no Zimbabwe nomeadamente Angola, África do Sul, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, República Unida da Tanzânia, República Democrática do Congo, Botswana, Lesotho e Zâmbia.
Com 163 observadores, a MOE-SADC esteve representada nas 10 províncias do Zimbabwe, constituindo-se na mais representativa e idónea missão de observadores em actividade no processo eleitoral zimbabweano, motivo pelo qual a declaração final ontem emitida, e que, em termos práticos, marca o fim da sua actividade, foi recebida envolta de grande expectativa, quer pela imprensa local e estrangeira, quer pelo corpo diplomático acreditado neste país.
A ZEC dá hoje início à publicação, de forma faseada, dos resultados eleitorais.
31 Mar 2008
Fonte:Angop
|