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África Austral: Observadores da SADC permanecem no Zimbabwe até pronunciamento oficial |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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23-Jun-2008 |
O ministro das Relações Exteriores de Angola, João Bernardo de Miranda, disse esta segunda-feira, em Luanda, que a Comunidade dos Países da África Austral (SADC) só irá retirar os seus observadores do Zimbabwe após a confirmação oficial da desistência do líder da oposição, Morgan Tsvangirai.
João Miranda fez este pronunciamento quando discursava na abertura da reunião do Comité Inter-Estatal de Política e Diplomacia da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Porém, acrescentou que a retirada de Morgam Tsvengirai foi declarada, mas para que a SADC tome uma posição, uma vez que é responsável por cerca de 250 observadores no terreno, terá de esperar pela confirmação formal desta retirada.
O ministro argumentou que foi tornado público domingo que este candidato se retirou, mas é necessário que o Conselho Eleitoral do Zimbabwe receba um pedido formal para que possa haver um pronunciamento.
João Miranda disse que após as eleições gerais no Zimbabwe, realizada a 27 de Março do corrente ano e da qual surgiu a necessidade da realização de uma segunda volta, nos últimos tempos a situação de segurança tem se deteriorado neste país. Acrescentou que tem havido várias reclamações em relação a impedimentos de movimentos, por parte de certos candidatos e, por este motivo, deslocou-se a Harare (Zimbabwe) o secretário executivo da SADC, que elaborou e apresentou um relatório a Troika Ministerial desta organização.
De acordo com João Miranda, a conclusão da Troika, após análise do relatório, é que a situação neste país é extremamente grave, havendo indicações de que se o clima de insegurança continuasse, até a altura da segunda volta das eleições, elas poderiam não ser justas e livres.
Por outro lado, o governante angolano disse ainda no seu discurso que as reuniões do comité enquadram-se na estratégia da SADC, visando a garantia da estabilidade e da paz na região, condições fundamentais para a concretização do desenvolvimento económico, social e integração regional dos seus estados.
Faz igualmente parte da agenda do encontro uma análise da situação política e de segurança na região, consolidação da democracia e a necessidade de se acelerar o processo da criação do Conselho Consultivo Eleitoral.
Consta também um balanço da implementação do Plano Estratégico indicativo da SADC, onde a questão das eleições realizadas e por se realizar na região serão tidas em conta, bem como das calamidades naturais.
Após o discurso de abertura, o Comité Inter-Estatal de Política e Diplomacia da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reuniu-se a porta fechada para que os responsáveis das delegações pudessem receber explicações do ministros dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe, Simbarashe Mumbengwi, sobre a situação neste país.
Fonte:Angop
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