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A queniana Miriam Were e o britânico Brian Greenwood são os primeiros galardoados, este ano, com o prémio Hideyo Noguchi para a África, pelo seu empenho no campo da pesquisa médica e serviços prestados no combate a doenças infecciosas e de outra índole.
Instituído em 2006, pelo governo japonês, para perpetuar a memória do seu investigador Hideyo Noguchi, falecido em Accra (Ghana), em 1928, o prémio é composto de um diploma, medalha e um valor pecuniário de 100 milhões de Yenes (aproximadamente um milhão de USD).
Ele será outorgado em cada cinco anos, coincidindo com a realização da Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD), segundo uma nota de imprensa da embaixada nipónica em Angola, chegada hoje (quinta-feira) à Angop.
Neste sentido, Mariam Were e Brian Greenwood, os primeiros laureados, serão homenageados em cerimónia a ter lugar por ocasião da quarta edição da TICAD, marcada para o próximo mês de Maio, em Yokohama (Japão).
Doutorada em Saúde Pública, Planificação e Gestão de Saúde, em 1981, pela Universidade de Johns Hopkins (EUA), Miriam Were é co-fundadora da Fundação especializada em saúde denominada UZIMA e colaboradora da Fundação de Pesquisa e Medicina Africana (AMREF), ambas baseadas no Quénia.
A sua actividade incide, sobretudo, na prestação de serviços junto das comunidades pobres e vulneráveis das áreas rurais, com a implementação de soluções inovadoras aos problemas quotidianos de saúde, combate à malária, tuberculose e ao Hiv/Sida.
Por seu lado, Brian Greenwood, graduado em medicina pela Universidade de Cambridge, do reino Unido e professor da clínica de medicina tropical na Faculdade de Medicina e Higiene Tropical de Londres, contribuiu na criação e planificação de estratégias para o controlo de endemias.
A sua contribuição na pesquisa à malária ajudou a desenvolver os mecanismos e conhecimentos essenciais para a redução dos índices desta terrível doença. Um dos pioneiros no campo da pesquisa sobre a malária, dedicou-se à investigação durante mais de 30 anos em África e contribuiu em experiências primárias sobre a vacina contra esta mortal enfermidade.
F: Angop
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