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O último presidente da era apartheid, Frederik W. de Klerk, saudou hoje, quinta-feira, o seu sucessor na chefia do Estado sul-africano, Nelson Mandela, "uma das maiores personalidades do XX século", na véspera do seu 90º aniversário natalício, a comemorar sexta-feira. De Klerk, que partilha o Nóbel da Paz 1993 com o herói da luta anti-apartheid, exaltou, num comunicado elogioso, "a segurança, graça e humildade" de Mandela, "a sua disciplina e perseverança", bem como "a sua sapiência e as suas qualidades humanitárias".
Frederik de Klerk era chefe de Estado quando Mandela foi posto em liberdade, após 27 anos de prisão.
Este antigo combatente pela liberdade "foi um digno parceiro nas duras negociações e, por vezes, as nossas relações chegavam a azedar", recorda-se o último dirigente do regime de apartheid, recordando que "sempre que a situação o impunha (...), tivemos que ultrapassar as nossas diferenças e tomar as medidas mais apropriadas para evitar que as crises se agudizassem".
As negociações terminaram, finalmente, com a organização das primeiras eleições multirraciais, em 1994, e a consequente investidura de Mandela na Presidência da República.
"Nessa ocasião, Nelson Mandela utilizou o seu charme pessoal para promover a reconciliação e juntar as nossas diversas comunidades numa Nação multicultural. É, para mim, o que mais me marca", escreveu De Klerk, que apela às "gerações de futuros dirigentes à preservarem esta herança". Angop
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