|
África do Sul: Sete mil emigrantes moçambicanos regressaram devido a ataques xenófobos |
|
|
|
Escrito por : Cfr. no fim da pág
|
|
23-Mai-2008 |
|
O número de emigrantes moçambicanos que fugiram da África do Sul devido a ataques xenófobos aumentou para cerca de sete mil, depois de 1.671 pessoas terem cruzado hoje de manhã a fronteira de Ressano Garcia, sul de Moçambique.
O director adjunto da Migração de Moçambique, Leonardo Bauhofer, disse à Lusa que o posto fronteiriço de Ressano Garcia continua a registar um “movimento migratório maciço” da África do Sul para Moçambique, pelo que se admite que o número de entradas possa atingir os 10 mil nos próximos dias.
“Hoje, registamos uma entrada de 1.671 moçambicanos, que regressam por causa dessa situação na África do Sul. Destes, 1.200 são homens, 363 mulheres e 108 crianças”, precisou Bauhofer.
Entre quarta-feira e quinta-feira, mais de quatro mil moçambicanos regressaram ao país fugidos da África do Sul devido à violência de cariz xenófoba, que já causou a morte de 24 pessoas, oito das quais de Moçambique.
O executivo de Maputo considera “uma calamidade” o regresso forçado de cidadãos oriundos de várias províncias de Moçambique e decidiu pagar as despesas de transporte aos regressados às zonas de origem.
O governo moçambicano decidiu igualmente reactivar o Centro Nacional de Operações de Emergência (CENOE) e ergueu mais de 70 tendas para albergar os regressados num centro de trânsito estabelecido na zona de Beluluane, na Matola, arredores de Maputo. NL
|