Cabo Verde é primeiro, "ex-aequo" com Gabão e São Tomé, quanto a Segurança e Estabilidade, com 100 pontos, e tem também das melhores pontuações do continente em Jurisdição, Transparência e Corrupção (86,1 pontos) e ainda em Cidadania e Direitos Humanos (77,6 pontos).
Os critérios usados para calcular o índice, ao todo 57, são ainda agrupados nas categorias de Oportunidade Económica Sustentável e Desenvolvimento Humano.
Com objectivo de quantificar a percepção dos africanos sobre os seus governos, o índice é elaborado pela Kennedy School of Government, da Universidade norte-americana de Harvard, sob direcção dos professores Robert Rotberg e Rachel Gisselquist, que contam com a colaboração de um painel de académicos e líderes empresariais africanos.
Entre os países africanos, a maior subida face ao íncíce de 2007 foi a da Guiné-Bissau, que passou de 37º lugar para 30º, apresentando como pontos fortes as categorias de Segurança e Estabilidade (80,5 pontos) e Cidadania e Direitos Humanos (75,2 pontos), e como maior debilidade a Sustentabilidade Económica (23,3 pontos).
Com uma pontuação ligeiramente inferior à do ano passado, Moçambique manteve-se no 22º lugar, enquanto São Tomé e Príncipe caiu de 7º lugar para 9º lugar, apesar de fortes pontuações nas categorias de Segurança e de Direitos Humanos.
Em ano de eleições, as primeiras nos últimos 16 anos, Angola perde duas posições, passando para 44º lugar, apenas a quatro lugares do fim da tabela, apenas acima da Somália (48º), República Democrática do Congo (47º), Chade (46º) e Sudão (45º).
As piores pontuações angolanas surgem nas categorias de Cidadania e Direitos Humanos (29 pontos), Sustentabilidade Económica (32,9 pontos) e Desenvolvimento Humano (34,4 pontos).
O estudo foi hoje apresentado publicamente em Addis Abeba, Etiópia, onde está baseada a União Africana, numa cerimónia que contou com a presença do empresário Mo Ibrahim, fundador e presidente da Fundação homónima, e Mary Robinson, antiga Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
"Obscurecida por muitas das manchetes de jornais dos últimos meses, a história real do que África está a viver é que o desempenho da governação numa larga maioria de países africanos está a melhorar (...) Espero que estes resultados sejam usados como uma ferramenta para os cidadãos africanos chamarem os seus governos à responsabilidade, e estimular o debate sobre o desempenho daqueles que governam em seu nome", afirmou Ibrahim.
A Libéria registou a maior subida no índice, subindo 10,4 pontos, para 38º.
A região do Corno de África foi a única a registar uma descida na pontuação média dos seus países.
Mary Robinson sublinhou que "mais do que nunca, os países da África Sub-saariana estão a realizar eleições democráticas", e a "esperança é que isto ajude a formar uma plataforma de progresso contínuo em todo o continente".
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