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O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebeu hoje, em Luanda, do principal líder da oposição do Zimbabwé, Morgan Tsvangirai, garantias de que participará na segunda volta das eleições presidenciais zimbabueanas.
| Foto Angop | |  | | Presidente da República José Eduardo dos Santos (à dir.),recebeu hoje líder da oposição do Zimbabwé | | | “Nós estamos esperançados em ganhar as eleições, pois já o fizemos na primeira volta”, disse Morgan Tsvangirai a jornalistas no final de uma audiência que durou cerca de uma hora e meia.
Caso vença as eleições, asseverou, gostaria que o Presidente cessante, Robert Mugabe, “tivesse uma retirada honrosa porque ele é o pai da nação e merece, (…) portanto honra quanto a isso”.
Afastou a hipótese de “qualquer política de retaliação ou retribuição,” disse ainda para depois referir que “vamos garantir que lhe seja dado o estatuto de pai da nação”.
Confiante na vitória da segunda volta das eleições, que espera venham a realizar-se num clima de transparência e serenidade, disse que “quando ganharmos iremos criar um governo de cura, virado para e recuperação da economia do país, entre outros aspectos.
A democracia para todos será igualmente assegurada, segundo referiu Morgan Tsvangirai.
”Foi um grande prazer ter sido recebido por José Eduardo dos Santos, que é o actual Presidente pelo Órgão de Cooperação de Política de Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”, disse.
Por esta razão, asseverou, “informei-o sobre o agravar da situação de violência no país (…) e analisamos as possibilidades de como a resolver”.
”Também se analisou a realização da segunda volta das eleições presidenciais, cuja data ainda não foi anunciada”, lamentou.
José Eduardo dos Santos, ainda segundo o politico zimbabueano, augura a realização de uma segunda volta das eleições presidenciais num clima de segurança e tranquilidade.
Chegado ao meio da tarde a Luanda, Morgan Tsvangirai já deixou o país, rumando para a África do Sul.
O Zimbabwé está mergulhado numa crise eleitoral depois das eleições gerais de 29 de Março último, que não produziu um vencedor claro, no escrutínio. Angop
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