|
Os três portugueses suspeitos de homicídio por negligência em Cabo Verde na morte por intoxicação de uma empregada de limpeza foram libertados sexta-feira depois de ouvidos em tribunal.
À saída do Tribunal, os suspeitos de nacionalidade portuguesa residentes na Vila de Santa Maria, ilha do Sal, escusaram-se a prestar quaisquer declarações à imprensa, remetendo esclarecimentos para mais tarde, em comunicado. Os três foram detidos quinta-feira e sexta-feira sujeitos a um primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Comarca do Sal, que optou por não lhes impor medidas de coacção.
O caso remonta a 30 de Maio de 2007, quando uma funcionária do Hotel Belorizonte, de 34 anos de idade, morreu durante uma acção de limpeza dos quartos do referido hotel, alegadamente depois de ter inalado um produto tóxico.
"Durante cerca de um ano, a Polícia Judiciária no Sal esteve aguardando o resultado do exame ao produto, solicitado ao Laboratório da Polícia Científica em Portugal, o qual vem agora confirmar tratar-se de um produto altamente tóxico", refere uma nota hoje divulgada pela PJ cabo-verdiana.
O jornal cabo-verdiano "A Semana" adianta na sua página na Internet que os três portugueses, com idades entre 44 e 53 anos, são administradores dos hotéis BeloHorizonte e NovoHorizonte, do grupo Oásis Atlântico.
Segundo a mesma fonte, o produto tóxico inalado chama-se Gavecol e contém ácido clorídrico, de acordo com um médico que assistiu a vítima à chegada ao hospital. Algumas das empregadas interrogadas afirmam ter sentido "um pequeno mal-estar" durante a aplicação do produto, mas, alertado, o director do hotel "obrigou-as a continuar o trabalho".
Angop
|