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Os Camarões vão acolher a sede do Fundo Monetário Africano que será criado para promover as trocas comerciais no continente africano, soube-se hoje (segunda-feira) junto da Comissão da União Africana (UA) em Addis Abeba, na Etiópia. Uma equipa de peritos foi designada para supervisionar as modalidades de criação deste fundo, cuja sede estará em Yaoundé, capital dos Camarões, anunciou a Comissão da UA.
O comissário da UA para as Questões Económicas, Maxwell Mkwazelamba, assinou o acordo de sede com o Governo camaronês, à margem da recente Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana realizada em Sharm el-Sheikh, no Egipto.
O ministro camaronês dos Negócios Estrangeiros, Henri Eyebe Ayissi, e o comissário da UA para as Questões Económicas, rubricaram este documento que prevê a criação dum comité de peritos, o Comité Director Técnico, encarregue de gerir a aplicação deste protocolo.
O Fundo Monetário Africano estará encarregue de fazer estudos sobre as evoluções da política macroeconómica de África, baseando-se no sistema do Fundo Monetário Internacional (FMI), criticado por alguns países africano pelo extremo rigor das suas políticas económicas.
A criação do Fundo Monetário Africano, uma medida destinada a colocar África na via da autonomia económica no que que diz respeito à definição de objectivos económicos realistas, será reforçada através da criação das duas outras instituições financeiras africanas autónomas.
O Banco Central Africano estará sediado na Líbia, ao passo que esforços estão em curso para a criação do Banco Africano de Investimento.
Segundo a sede da UA, os Camarões disponibilizaram os instrumentos necessários para garantir a instalação, em condições satisfatórias, da sede da instituição em Yaoundé, nos termos do acordo assinado a 30 de Junho último, em Sharm el-Sheikh, à margem da Cimeira dos chefes de Estado da União Africana.
"O Fundo desempenhará o papel de câmara de compensação e ocupar-se-á dos problemas macroeconómicos no continente", declarou Mkwazelamba.
"O protocolo de acordo contém pormenores sobre o que os Camarões vão fornecer, em termos de meios, a esta nova instituição e igualmente as nossas obrigações como Comissão da União Africana para fazer com que o trabalho possa ser iniciado", acrescentou o comissário da UA para as Questões Económicas. Angop
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