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Addis Abeba: A terceira conferência internacional sobre a criança africana iniciou segunda-feira em Addis Abeba com um apelo para o reforço da colaboração, com vista a tomar medidas práticas e encontrar os meios de resolver a pobreza dos petizes, noticia a imprensa local.
Falando na cerimónia de abertura deste encontro de dois dias, o Presidente etíope, Girma Woldegiorgis, declarou que a pobreza da família é a causa profunda da miséria das crianças em África, considerando que a luta contra a pobreza no seio infantil passa pela luta da família.
"Devemos primeiro ocupar-nos da pobreza na família", disse o chefe de Estado etíope, sublinhando que este flagelo mantém as crianças num círculo permanente de privação, exploração e violência.
O Presidente Woldegiorgis preconizou uma cooperação internacional para lutar contra os problemas específicos das crianças vulneráveis como as vítimas de deficiências ou abandonadas nas ruas das cidades africanas.
"A pobreza tem igualmente um aspecto feminino. Devemos bater-nos pela igualdade e pela justiça para todos. Devemos lutar contra todas as formas de discriminação, particularmente a praticada contra as mulheres", declarou.
Organizada sob a égide do Fórum Político sobre a Criança Africana (ACPF), uma organização sediada em Addis Abeba, a conferência está a decorrer sob o lema "Pobreza da Criança".
Ela reúne decisores, defensores dos direitos da criança, representantes de organizações para o bem-estar da criança e investigadores de África e doutros continentes.
O presidente do Conselho de Administração Internacional do ACPF, Salim Ahmed Salim, declarou que é ilusório pensar que o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que consiste em reduzir para metade a probreza até 2015 seria atingido sem resolver o problema das crianças.
"Devemos garantir a sobrevivência, a protecção e o desenvolvimento da criança africana se quisermos construir um continente são e dinâmico no plano económico", declarou Salim numa mensagem lida em seu nome.
Antigo secretário-geral da ex-Organização da Unidade Africana (OUA) e actual emissário especial da União Africana (UA) em Darfur, no oeste do Sudão, Salim considerou que investir na saúde, educação e nutrição da criança permitirá melhorar a qualidade de vida das crianças e terá um impacto nas gerações futuras.
"O que vemos é uma realidade terrível que é desfavorável ao bem-estar e muitas vezes prejudicial ao desenvolviento mental, físico, emocional e geral do a criança", sustentou.
"Esta situação alarmante necessita uma acção urgente da nossa parte para nos garantir que a criança africana possa viver dignamente e tornar-se um cidadão produtivo e confiante", acrescentou o ex-secretário-geral da OUA. Angolapress
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