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Marrocos: Governo de Mohammed VI recusa renúncia à nacionalidade de seus cidadãos na Holanda |
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08-Jul-2008 |
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Rabat - O Governo marroquino exprimiu a sua "viva surpresa e a sua rejeição categórica" pela exigência feita aos cidadãos marroquinos residentes na Holanda de renunciar a sua nacionalidade de origem", soube-se segunda-feira de fonte oficial.
A reacção das autoridades marroquinas foi notificada ao embaixador da Holanda em Rabat, Sjoerd Leenstra, que foi recebido segunda-feira pelos ministros marroquinos da Justiça e dos Negócios Estrangeiros, por instruções do rei Mohammed VI.
"Este procedimento segue-se a algumas informações recentes segundo as quais o Governo da Holanda, respondendo a um pedido parlamentar, teria afirmado que ele continuaria a encarar a possibilidade de proibir a dupla nacionalidade aos cidadãos marroquinos que residem neste país", indica um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros publicado em Rabat.
Os dois ministros marroquinos informaram o diplomata holandês que "a perda da nacionalidade marroquina de origem apenas pode ser autorizada a título excepcional e unicamente por decreto, em função de parâmetros e de critérios objectivos baseados no respeito da legitimidade religiosa ancestral e da legalidade política e jurídica", precisa a nota citada pela Agência Marroquina de Notícias (MAP).
O comunicado indica que uma política de integração douradoura e com êxito não passa pela obrigação de desenraizamento e amputação dos múltiplos laços, nomeadamente jurídicos e espirituais, que as populações de origem marroquina desejam manter com o seu país. Angop
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