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Os ministros da África Central apelaram hoje (quinta-feira), em Luanda, para a continuação dos esforços no sentido de uma maior aproximação entre as autoridades da República Democrática do Congo (RDC) e do Rwanda.
Segundo o ministro angolano das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, que falava à imprensa no final da 27ª reunião ministerial do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas sobre questões de desarmamento na África Central, os governantes presentes apelaram ao reforço dos mecanismos criados para acudir a situações de conflito.
Neste sentido, referiu João Miranda, que também presidiu o encontro, recomendou-se a implementação de mecanismos, como a declaração de Nairobi (Kenya), que visa, entre outros, o repatriamento dos cidadãos rwandeses exilados na RDC.
Este assunto, acrescentou, tem sido ponto de grande discórdia e perturbações nas relações entre a RDC e o Rwanda.
No relatório final, os países desta sub-região de África mostraram-se preocupados com o agravamento do clima de tensão entre as Repúblicas do Sudão e do Tchad e lançaram um apelo a estes Estados para o diálogo.
Nesta 27 ª reunião foi ainda analisada a situação em países como Burundi e República Centro Africana.
No que toca a proliferação de armas ligeiras e de pequeno porte, os ministros da África Central notaram com bastante interesse a comunicação feita por Angola sobre as acções desenvolvidas para o desarmamento das pessoas em posse ilegal de armas.
Os participantes ao encontro decidiram também agendar para a próxima reunião, a ter lugar em Libreville (Gabão), questões como a racionalização das estruturas deste órgão e a sua articulação com o conselho de paz e segurança da Comunidade Económica dos Estados da África Central, com o intercâmbio de todos os estados.
Neste sentido, considera o ministro, as preocupações angolanas foram bem retidas, uma vez que “temos vindo a assistir a uma sobreposição de actividades envolvendo as mesmas estruturas e entidades e com dispêndio e dispersão de meios materiais e financeiros”.
João Miranda acrescentou que ao nível da África Central existe uma estrutura que está vocacionada para a prevenção, gestão e resolução de conflito, por isso, entende que o comité deveria reposicionar-se para melhor servir as questões de paz e segurança na região da África Central.
Estiveram presentes no evento delegações de Angola, Burundi, Camarões, Centro Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Rwanda, São Tomé e Príncipe e Tchad.
Participaram também do encontro o Alto Comissário das Nações Unidas para os Assuntos de Desarmamento, Sérgio Duarte, e o secretário adjunto da Comunidade Económica dos Países da África Central, Egídio Sousa e Santos, entre outros convidados. Angolapress
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