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Pelo menos 113 pessoas foram mortas por ataques de animais selvagens, maioritariamente leões, desde 2004 em Cabo Delgado, norte de Moçambique, informou hoje (segunda -feira) o governador da província, Eliseu Machava.
Machava divulgou os dados sobre o número de pessoas atacadas por animais entre o ano 2004 e o primeiro trimestre do corrente num relatório ao Presidente moçambicano, no âmbito da presidência aberta que Armando Guebuza iniciou hoje àquela província a cerca de três mil quilómetros de Maputo.
"Apesar das medidas preventivas tomadas pelo Governo para a mitigação do conflito entre o Homem e a fauna selvagem, nos primeiros cinco anos do quinquénio houve perdas de vidas humanas", indicou Machava.
No total, informou, registaram-se 30 mortes em 2004, 10 em 2005, 37 em 2006, 24 em 2007 e 12 no primeiro trimestre de 2008.
Para prevenir mais mortes por ataques de feras, o Governo de Cabo Delgado aposta na electrificação das vedações do Parque Nacional das Quirimbas, localizado naquela província, identificação das zonas para áreas de conservação, abate de animais considerados "conflituosos", capacitação contínua e recrutamento de fiscais, adiantou o governador.
Dirigindo-se aos membros do Governo provincial, após ouvir o relatório, Guebuza considerou "uma calamidade" a morte de pessoas atacadas por animais selvagens.
"Além das calamidades naturais que têm afectado Cabo Delgado, a outra calamidade tem a ver com conflito Homem-animal", disse o chefe de Estado de Moçambique.
"No comício em Chai [distrito de Macomia, em Cabo Delgado], o homem [da comunidade] a quem dei a palavra disse que chegou tarde à reunião porque teve que afugentar elefantes da sua machamba" [horta], lembrou Guebuza.
O Presidente moçambicano referiu-se ainda às "dificuldades para produzir comida devido aos animais selvagens".
Angop
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