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Pelo menos 100 pessoas morreram hoje na sequência da explosão de um oleoduto na zona norte da cidade de Lagos, a capital económica da Nigéria, segundo um novo balanço divulgado por um responsável pela Cruz Vermelha local.
Um anterior balanço estabelecido pelos bombeiros apontava para pelo menos 25 mortos. "Cerca de 100 pessoas foram confirmadas mortas na explosão. Transportámos também cerca de outras 20 para o hospital geral de Ikeja", declarou Sule Mekudi, da Cruz Vermelha, que se encontrava no local. "A maioria das vítimas morreu queimada" acrescentou Mekudi. O porta-voz da polícia de Lagos, Frank Mba, confirmou a catástrofe mas recusou comentar as causas da explosão e o respectivo balanço. "Nesta fase, estamos a avaliar as causas da explosão e o seu balanço", disse. O incidente, nos subúrbios de Ijegu, ocorreu quando uma escavadora que trabalhava na ampliação de uma estrada atingiu o oleoduto, causando uma explosão que originou um incêndio de grandes proporções. No terreno, as equipas de salvamento diziam ser difícil estabelecer um número final de vítimas. elo menos 15 casas foram atingidas pelo incêndio e as equipas de regaste optaram por evacuar as escolas mais próximas antes de serem atingidas pelo fogo. Abdullahi Mohamed, da Agência Nacional de Emergências, admitiu que o incêndio poderá prolongar-se até sexta-feira, porque ainda não foi possível travar os derrames de combustível. O incidente de hoje é o mais recente de uma série de explosões e incêndios registados nos últimos meses em oleodutos na Nigéria e que provocaram centenas de mortos. Na maioria dos casos, as explosões aconteceram durante tentativas de roubo de combustível. A 25 de Dezembro de 2007, cerca de 40 pessoas morreram durante um incêndio num oleoduto situado nos arredores de Lagos, que tinha sido pilhado. Um ano antes, tinham morrido mais de 200 pessoas que roubavam petróleo de um oleoduto num outro bairro de Lagos. A companhia petrolífera nacional NNPC reportou 400 a 500 actos de vandalismo por ano nos seus oleodutos. Diario Digital
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