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Bruxelas - A justiça belga decidiu hoje, quinta-feira, manter em prisão preventiva, o principal opositor da República Democrática do Congo (RDC), Jean-Pierre Bemba, interpelado a 24 Maio em Bruxelas a mando do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia. Remetido junto do tribunal de apelação, a Câmara confirmou a acusação feita a semana passada pelo tribunal de Bruxelas, e a decisão tomada por uma outra jurisdição, a câmara do Conselho. A Câmara tinha se recusado na semana passada de libertar Mbemba indicou um dos seus advogados Aimé Kilolo Musamba.
Interpelada a 24 de Maio numa zona de Bruxelas, Bemba, que vivia no exílio há um ano entre a Bélgica e Portugal, está actualmente detido na prisão de Saint-Gilles, num dos bairros a sul da capital belga. Ex-chefe rebelde e vice-presidente da RDC durante a transição política naquele país da África Central, Bemba é perseguido pelo TPI por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, entre os quais, o da violação, cometido pelos seus homens na República Centro-Africana em 2002 e 2003.
Durante uma audiência, quarta-feira, à porta fechada, os seus advogado tinham pedido a sua libertação "imediata", evocando um vício de procedimento , consubstanciado na ausência de um advogado no primeiro interrogatório.
Embora isso, Bemba, que clama pela sua inocência, deseja apresentar-se como "um homem livre" junto do TPI.
A sua transferência para Haia não deverá acontecer nas próximas semanas, segundo um procurador federal belga. Angop
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