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Ao menos 40 pessoas morreram com o choque de um avião de passageiros com um mercado na cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo.
A maioria dos 79 passageiros e todos os seis tripulantes sobreviveram. Segundo o ministro dos transportes, dois dos mortos estavam dentro do avião e os outros 38 estavam na cidade e foram atingidos pela aeronave DC-9, da companhia Hewa Bora Airways.
"O balanço desse acidente é agora de 40 mortos e 111 feridos", declarou à imprensa o governador da cidade de Nord-Kivu, Julien Paluku, depois de uma visita às instituições de saúde onde se encontram os feridos.
Paluku afirmou que as duas caixas-pretas do avião foram encontradas e as causas do acidente estão sendo investigadas. Ainda há a possibilidade de as equipes de busca encontrarem mais corpos.
"Nós temos que levar em consideração que ainda podem haver corpos nos escombros". afirmou o ministro dos transportes Charles Mwando Nsimba.
O presidente da Assembléia Nacional, Vital Kamerhe, viajou nesta quarta-feira a Goma para liderar uma delegação formada por ministros e parlamentares com o objetivo de acompanhar os funerais das vítimas que ocorrerão nesta quinta-feira e pedirá "a ajuda necessária" do governo aos hospitais da cidade.
As causas do acidente ainda não foram descobertas mas, segundo fontes aeroportuárias baseadas em declarações da tripulação, o avião teve um problema com o motor após passar por uma poça de água. O piloto tentou seguir vôo antes de decidir frear, o que o fez perder o controle da aeronave. Segundo testemunhas do acidente, o avião não chegou a levantar vôo.
Um dos pilotos da aeronave afirmou que um mecanismo parou de funcionar quando o avião estava na pista de decolagem. Ao tentar parar o avião, uma das rodas também teria apresentado problemas. Sem controle, o avião invadiu algumas casas e lojas no mercado de Birere.
O representante especial do secretário da ONU na República Democrática do Congo, Alan Doss, afirmou estar consternado com o acidente e expressou "todo o seu apoio e da missão da ONU para a República Democrática do Congo".
Histórico
Fontes locais da indústria da aviação da República Democrática do Congo afirmam que o aeroporto de Goma é um local particularmente difícil para decolagens.
Um terço da pista do aeroporto foi afetado pela lava de uma erupção vulcânica que ocorreu no local há seis anos.
Especialistas do setor de aviação afirmam que a República Democrática do Congo tem um dos piores históricos de segurança aérea do mundo.
Na semana passada, a União Européia incluiu a Hewa Bora Airways na lista de companhias aéreas proibidas de voar em seu território.
Com France Presse e Associated Press
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