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As relações entre a República Democrática do Congo (RDC) e a sua antiga potência colonial, a `Bélgica, após a visita de uma delegação governamental belga a Kinshasa, que se redundou num fracasso, sob a alegação de que o governo congolês está a permitir uma suposta influência chinesa na região.
A Bélgica "deve decidir-se sobre o tipo de relações" que pretende manter com a RDC, "sejam as boas relações de parceria adulta para com um Estado soberano e independente", sejam as "relações de submetê-la ao esclavagismo", disse hoje ao jornal belga Le Soir, o Presidente congolês, Joseph Kabila.
O Presidente congolês, de 36 anos, eleito em Outubro de 2006, denunciou a "arrogância" do ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Karel De Guchet, que acaba de efectuar uma visita de uma semana ao antigo Congo Belga, na companhia dos seus colegas da Defesa, Piter de Crem, e da Cooperação, Charles Michel.
Após de um encontro conturbado no Palácio Presidencial, em Kinshasa, o chefe da diplomacia belga evocou os "pontos de tensão" que caracterizam o seu governo para com a sua congénere congolês.
Perante personalidades congolesas, o ministro belga apelou para uma aceleração na luta contra a corrupção, estimando ser necessário "atacar-se aos previlégios fabulosos de alguns".
Visivelmente, a lição foi mal recebida pelo Presidente Kabila, que diz ter sido a última vez que recebe uma delegação portadora de uma tal mensagem.
" É a última vez que aceito receber uma delegação portadora de uma tal mensagem. A próxima vez, haverá certamente um acidente", disse, assegurando, que em outros países a delegação belga teria sido "expulsa".
Desde que os congoleses alcançaram a sua independência em 1960, não é a primeira vez que se registam mal-etendidos entre os dois países.Nos finais da derrocada do regime do marechal Mobutu, Bruxellas, havia interrompida a sua cooperação com a sua antiga colónia, tendo sido retomada sómente em 2001.
Nos últimos meses, o governo congolês assinou vários contratos com empresas chinesas, para a construção de milhares de quilómetros de estradas e de infra-estruturas sociais (hospitais, escolas), em troca de minerais como o cobre e o cobalto.
O Congo tem necessidades de se desenvolver o mais depressa possível. A opção chinesa foi tomada e assumimo-la e é para todos efeitos irreverssível", explicou Joseph Kabila, assegurando, que ainda há lugar para todo o mundo".
Angolapress
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