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O Programa Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reinserção (PNDDR) da República Democrática do Congo (RDC) lançou segunda-feira uma campanha de sensibilização destinada a tirar todas as crianças do seio dos grupos armados que actuam dentro do país. Depois de 2001, (...) mais de 30.000 crianças foram retiradas dos grupos armados na RDC, país devastado por duas guerras sucessivas (1996/97 e 1998/2003) e onde as regiões do Este são agora o teatro de combates regulares entre o exército nacional e as milícias locais e estrangeiras, relatou Alphonse Tumba Luaba, director do PNDDR, durante a cerimónia de lançamento da campanha, em Kinshasa.
Segundo as estimativas actuais, há agora entre 3.000 a 6.000 crianças no seio dos diferentes grupos armados. A campanha nacional intitulada "zero criança associada a grupo armado", lançada na ocasião da Jornada da Criança Africana, visa a "que não haja mais alguma criança soldado até ao final de 2008", afirmou Tumba Luaba, para quem este objectivo não seja atingido enquanto houverem grupos armados.
Luaba disse que a campanha vai contar com o apoio do Programa Amani (processos de paz em curso no Leste) para sensibilizar todos os grupos armados congoleses a libertarem imediatamente as crianças em seu poder, que estão nos quartéis, e evitar todo o tipo de recrutamento.
Em Janeiro deste ano, todos os grupos armados congoleses das províncias do Kivu Norte e Sul (Este), assinaram um "compromisso de engajamento" a favor da paz e do cessar-fogo imediato saído de uma conferência de paz realizada em Goma, capital do Kivu-Norte.
Os acordos de Goma, que encontram barreiras para serem executados no quadro do Programa Amani (paz, na língua swahili), prevêem a retirada progressiva de todos os beligerantes da linha da frente, a desmobilização das tropas e a suspensão de todo o recrutamento, bem como a libertação imediata das crianças que se encontram nos quartéis. Durante a cerimónia, o chefe da Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc), Alan Doss, apelou mais uma vez a "todos os signatários do processo de paz a respeitar os engajamentos". "Deixam agora o recrutamento das crianças”, disse, deplorando que apesar "de uma redução sensível da violência, as crianças continuam a servir de bagageiro, cozinheiro, guarda ou de escravo sexual, no seio dos grupos armados”. A campanha, com uma duração indeterminada, prevê uma sensibilização dos oficiais do exército regular e utilização dos media locais para difusão das políticas de reinserção. O Banco Mundial, que suporta o trabalho de desmobilização e reinserção dos antigos combatentes na RDC, anunciou uma contribuição de 50 milhões de dólares em 2008, onde 5 milhões serão, especialmente, destinados à desmobilização das crianças.
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