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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Resenha Semanal Africana: xenofobia na África do Sul, guerra, fome e desenvolvimento Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
07-Jun-2008

Luanda - Os actos de xenofobia na África do Sul que causaram mais de 60 mortos e 670 feridos de acordo com um balanço revisto oficial, e decisão do governo zimbabweano suspender as actividades de todas as ongs humanitárias, foram entre outros destaques dos medias africanos.

Na semana finda, os actos de violência xenófoba na África do Sul inciados a 11 de Maio num bairro pobre de Joanesburgo, expandiram-se por todo o país,causando a morte a pelo menos 62 pessoas, enquanto 670 outras ficaram feridas.

Estes actos dirigidos particularmente a imigrantes africanos, nomeadamente angolanos, moçambicanos, nigerianos, ghanenses, burundeses, malawis, etíopes , congoleses, mereceram por parte das autoridades sul-africanas em especial do seu presidente, Thabo Meki ,um pedido de desculpas públicas.

Apesar do pedido de desculpas, os actos de violência xenófoba foram criticados pela conferência Episcopal de Moçambique que apontam como causas da fúria dos cidadãos sul-africanos contra os imigrantes a "degradação da condição social, distribuição desigual da riqueza e a exploração da mão-de-obra barata estrangeira em detrimento de trabalho e salários justos reivindicados pelos sul-africanos".

Segundo o governo moçambicano , 37.889 moçambicanos fugiram da violência na África do Sul, "alguns desprovidos de todos os bens que tinham conseguido reunir com sacrifício, durante o período em que viviam e trabalhavam legalmente naquele país".

Para a representação regional da Organização Internacional para a Migração (OIM) para o Mediterrâneo,as violências perpetradas contra imigrantes africanos na África do Sul se devem à gestão incorrecta dos problemas de migração.

De acordo com a OIM cerca de 2.000 estrangeiros instalados na África do Sul para os ajudar a deixar o país, na sequência da onda de violência xenófoba enquanto que os governos etíope e ghanês apresentaram pedidos formais para o repatriamento dos seus cidadãos.

Pedidos de informação à OIM foram feitos pelo Burundi, Moçambique, Malawi, República democrática do Conmgo (RDC), Zimbabwe, Bangladesh e Paquistão.

O Zimbabwe voltou a ribalta depois do Governo suspender as actividades das Organizações Não Governamentais (ONG) no seu território por causa da sua implicação nos assuntos politicos do país.

O governo zimbabweano não cessou de acus ar as agências de ajuda estrangeiras de se servir da assistência humanitária, particularmente a ajuda alimentar, para apoiar a oposição, uma acusaçao que o Presidente cessante Robert Mugabe repetiu na cimeira da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agrultura (FAO) quarta-feira em Roma, na Itália, indicou o governante zimbabweano.

Reagindo a decisão zimbabweana, a ONU exortou o governo a reconsiderar a sua "decisão deplorável" de suspender as actividades de todas as organizações humanitárias no país.

Outro destaque foi para São Tomé, onde as negociações iniciadas quinta-feira pelo Presidente da República, Fradique de Menezes, com os quatro partidos com assento parlamentar, para a formação de um governo de unidade nacional, foram inconclusivos.

Segundo um pequeno texto lido à imprensa, "as quatro formações politicas concordaram na criação de um grupo de negociação" que deverá apresentar até sexta-feira, ao Presidente da Republica, uma proposta "que conduza à clarificação da actual situação politica nacional e de governação".

Uma fonte partidária disse que o partido Acção Democrática Independente (ADI) "não se mostra entusiasmado em participar no futuro governo".

Por seu lado, o secretário-geral do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD), declarou que a sua formação política "não afasta totalmente a possibilidade" de vir a participar no governo de unidade nacional, recomendado pelo Conselho de Estado que foi convocado quarta-feira por Fradique de Menezes.

Fradique de Menezes, havia admitido a última quarta-feira , a hipótese da constituição de um governo de unidade nacional como saída para a crise política em São Tomé e Príncipe.

Se se consumar, este será o 15º governo da república em 17 anos de democracia multipartidária em São Tomé e Príncipe, onde as primeiras eleições livres tiveram lugar em Março de 1991.

São Tomé e Príncipe experimentou diversas espécies de governos desde 1991: governo constitucional, governo de unidade nacional, governo de consenso, governo de base alargada, governo de gestão, governo de iniciativa presidencial... - mas nenhum deles foi até ao fim da legislatura de quatro anos.

Já na República democrática do Congo(RDC), o principal opositor; Jean Pierre Bemba continua em prisão preventiva , de acordo com a decisão da justiça belga.

Bemba foi interpelado a 24 de Maio em Bruxelas a mando do Tribunal penal Internacional (TPI) de Haia

Ex-chefe rebelde e vice-presidente da RDC durante a transição política naquele país da África Central, Bemba é perseguido pelo TPI por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, entre os quais, o da violação, cometido pelos seus homens na República Centro-Africana em 2002 e 2003.

Angop 

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