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São Tomé: Presidente Fradique condena revolta popular na ilha do Príncipe |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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13-Mai-2008 |
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O Presidente são-tomense, Fradique de Menezes, condenou hoje (terça-feira) a revolta e a tentativa de agressão do ministro das Obras Públicas, Arzemiro dos Prazeres, por populares na ilha do Príncipe no sábado passado, obrigando a intervenção do Exército.
Prazeres foi recebido com vaias, à sua chegada na ilha do Príncipe, por populares que saíram à rua para protestar contra a não assinatura pelo Executivo central de um acordo com um grupo empresarial, que quer reabilitar e modernizar o aeroporto regional.
O ministro, natural da ilha do Príncipe, foi vaiado à sua chegada no voo inaugural da companhia nacional, a STP Airways, que retomou no fim-de-semana passado as suas ligações entre as duas ilhas do arquipélago (São Tomé e Príncipe) e a capital do Gabão, Libreville.
O Presidente Fradique de Menezes afirmou, num comunicado de imprensa, estar decepcionado com as autoridades regionais da ilha do Príncipe.
"É inaceitável em termos políticos que os próprios titulares dos órgãos regionais liderem uma manifestação de protesto, ainda que legal, contra o Governo central e é, em absoluto desrazoável, que os titulares dos órgãos regionais se coloquem na posição de um cidadão comum e discursem de forma inflamatória como se o Governo central negligenciasse de forma intencional os graves constrangimentos que açoitam a população do Príncipe", denunciou.
O Presidente são-tomense avisou, por outro lado, os estrangeiros residentes no país a evitar fazer política ou se emiscuir nos seus assuntos internos, exortando o Governo a clarificar a alegada participação de estrangeiros nas recentes manifestações de protesto na ilha do Príncipe.
Por seu lado, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, considerou excessiva a manifestação dos habitantes da ilha do Príncipe, acrescentado que o Governo não negoceia acordos na rua.
"Somos uma democracia e em democracia as pessoas gozam do direito de se manifestarem seguindo os requisitos legais. Creio que esta manifestação não seguiu os requisitos legais. A maneira como tentaram enxovalhar o ministro da República é inaceitável", disse Trovoada à imprensa. Patrice Trovoada considera o acto dos naturais do Príncipe com o aval da classe política da região como uma tentativa para colocar o Governo entre a espada e a parede. "Não é com uma faca debaixo do pescoço que o Governo negoceia o contrato", advertiu o primeiro-ministro, que explicou posteriormente as razões que levaram ao Governo decidir não negociar com os investidores. "Eles pedem liberdade total de gerir o aeroporto (do Príncipe) durante 15 anos. Nós pedimos um plano de negócios, garantias bancárias, pedimos tudo o que se pede aos investidores, mas não existe", sublinhou. O chefe do Governo apontou outro ponto de discordância com o grupo holandês que gere o único complexo turístico do Príncipe e se assume actualmente como o maior empregador daquela parcela do território são-tomense. "Querem os direitos de tráfego aéreo. Nós dissemos que temos a STP-Airways que é um dossier em que estamos a trabalhar. Nós não podemos entregar os direitos de tráfego aéreo para vários países como o senhor (investidor) quer. O senhor quer que mesmo para aqueles países com os quais vamos assinar acordos de tráfego aéreo ele seja o único designado como companhia de bandeira para fazer esses voos", explicou o primeiro-ministro são-tomense. JA
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