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O antigo Primeiro-Ministro senegalês, Idrissa Seck, acusado em 2005 do crime de prevericação financeira, compareceu terça-feira em Dakar pelo Supremo Tribunal de Justiça do Senegal que não encontrou indícios da sua culpabilidade, soube-se hoje junto dos seus advogados.
Segundo o advogado, Boucounta Diallo, Seck foi presente terça-feira pela Comissão de Instrução do Supremo Tribunal da Justiça, encarregada do inquérito sobre a prevericação presumida de bilhões de Francos CFA no quadro dos trabalhos de Thiès (70 quilómetros de Dakar), cidade da qual o ex-Primeiro-Ministro foi prefeito.
Não se encontrou nenhum novo indício de culpabilidade contra ele, segundo Diallo, porta-voz oficial dos advogados da defesa, que "evitou de entrar em pormenores" para respeitar o segredo de instrução nesse assunto conhecido "caminhos de Thiès".
"Nada mudou . Nenhum novo elemento permite agora de pôr em causa a inocência Idrissa Seck. saímos reconfortados de tudo que nós vimos", disse Diallo citado hioje pelo jornal privado "Le Quotidien".
Ao sair terça-feira da audiência que durou algumas horas, Seck, que sempre clamou pela sua inocência, tinha rejeitado em declarações à imprensa as acusações contra ele.
Vários jornais privados noticiaram hoje que Idrissa Seck recebeu uma notificação para se apresentar a 21 de Maio à comissão de instrução do Supremo Tribunal da Justiça.
Interrogado sobre o assunto, o advogado Boucounta Diallo não quis comentar essa informação imediatamente.
Idrissa Seck, que foi Primeiro-Ministro de Novembro de 2002 a Abril de 2004, tinha sido detido cerca de sete meses entre 2005 e 2006, libertado em Fevereiro de 2006 à favor de uma improcedência judicial parcial.
F: Angolapress
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