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Dakar - O chefe de Estado senegalês, Abdoulaye Wade, declarou quarta-feira, em Dakar, que a escolha do senador negro de Illinois, Barack Obama, como candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais norte-americanas de Novembro próximo constitui uma "revolução". Wade reagia pela primeira vez a propósito das últimas eleições primárias do Partido Democrata norte-americano, ganhas por Barack Obama, diante da sua adversária, Hillary Clinton, esposa do ex- Presidente norte-americano Bill Clinton.
O Presidente senegalês falava à margem duma reunião sobre as mudanças climáticas em África organizada pelo Banco Mundial (BM) e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Barack Obama, de 46 anos de idade, e cujo pai é originário do Quénia, venceu a investidura do Partido Democrata para as eleições presidenciais de Novembro próximo, que disputará contra o candidato do Partido Republicano, John McCain.
As eleições primárias de terça-feira permitiram ao senador de Illinois alcançar os dois mil e 118 delegados necessários para ser designado durante a Convenção Democrata em Agosto próximo, ao passo que Clinton obteve mais de mil e 900 delegados.
"Penso que o facto de brancos poderem escolher um candidato negro é uma boa coisa", reagiu o Presidente Wade, acrescentando que ser "uma revolução das mentalidades nos Estados Unidos".
O chefe de Estado senegalês instou os outros países ocidentais a olhar o que se passa nos Estados Unidos, indicando que "se deve estar muito atento ao que se passa".
"Um norte-americano é um norte-americano", disse Wade, precisando que Barack Obama não é o único com origens fora dos Estados Unidos e "por isso ele tem grande sucesso".
"Desejo êxitos a Barack Obama. Creio que ele vai conseguir", sublinhou Wade.
Todavia, o chefe de Estado senegalês declarou-se pronto a continuar a colaborar com o futuro Presidente eleito dos Estados Unidos, como o Senegal sempre fez. Angop
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