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Sharm-El-Sheikh: Países africanos registam crescimento apesar da crise petrolífera mundial |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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02-Jul-2008 |
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A maior parte dos países africanos registou um crescimento económico na ordem dos seis porcento, apesar da crise petrolífera, disse hoje, em Luanda, o vice-ministro angolano das Relações Exteriores, George Chicoty.
O governante falava à imprensa momentos após a sua chegada a Luanda, proveniente de Sharm-El-Sheikh, Egipto, onde representou o titular da pasta, João Bernardo de Miranda, decano da África Austral, na XIII Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana que decorreu de 27 a 28 de Junho do ano em curso.
De acordo com o ministro, apesar do crescimento os estados africanos terão que rever as suas estratégias, uma vez que nenhum país prognosticou uma crise petrolífera tão duradoira.
Para George Chicoty, nenhum país esperava que a crise do petróleo fosse levar tanto tempo e apesar do crescimento o problema acentuou-se com a escassez de comida e esse facto implica a revisão das estratégias.
“Na assembleia-geral, a decorrer em Setembro, os países vão se reencontrar e avaliar as situações e se as economias em desenvolvimento já não conseguirem alimentar-se por si mesmas então será necessário criar-se parcerias”, frisou.
Adiantou que os participantes ao evento analisaram, ainda, a possibilidade da criação de uma parceria Afro-árabe, com um fundo a que alguns países africanos poderão recorrer para investir em factores chave ou obter imputs agrícolas.
No que toca aos objectivos do milénio, considerou que o continente está um pouco atrasado e que é preciso acelerar com reuniões de avaliação do estado de implementação dos mesmos (objectivos).
Com relação às questões de Defesa e Segurança e particularizando o Zimbabwé, revelou que foi adoptada uma resolução que recomenda a continuidade da mediação actual chefiada pelo presidente sul africano, Thabo Mbeki.
A Cimeira recomendou também ao órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança da SADC, presidido por Angola, que se empenhe para que o Zimbabwé consiga o mais brevemente possível conformar-se a esta resolução. Angop
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