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Os 250 observadores da SADC engajados nas eleições do Zimbabwe só sairão deste país, caso o Conselho Eleitoral receba o pedido formal da retirada do candidato Morgan Tsivangirai à corrida para a cadeira presidencial. A informação foi prestada, ontem, pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, João Miranda, na abertura da 29ª reunião do Comité Inter-Estatal de Política e Diplomacia da SADC. Durante o encontro, foi analisada,dentre outros assuntos, a situação pós eleitoral do Zimbabwe. João Miranda referiu que uma missão da SADC, enviada no último fim de semana ao Zimbabwe, concluiu que a situação neste país era “extremamente grave”.
A SADC vai retirar os 250 observadores engajados nas eleições do Zimbabwe, caso o Conselho Eleitoral do Zimbabwe receba o pedido formal da retirada do candidato Morgan Tsivangirai à corrida para a cadeira presidencial.
A informação foi prestada ontem pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, João Bernardo de Miranda, quando falava no discurso de abertura da 29ª reunião do Comité Inter-Estatal de Política e Diplomacia da SADC, que decorreu ontem no Centro de Conferência do Talatona, em Luanda, com objectivo de analisar, entre outros assuntos, a situação pós eleitoral do Zimbabwe.
João Miranda adiantou que a 29ª reunião ministerial, enquadrada na estratégia da SADC visando a garantia, consolidação da estabilidade e da paz na região, condições fundamentais para a concretização do desenvolvimento económico e social auto sustentado e a consequente integração regional, decorre num momento particular da situação geral da região, com destaque para a situação no Zimbabwe.
Segundo o chefe da diplomacia angolana, a agenda da reunião estatutária é, como tem sido prática, para avaliar a situação política, a segurança e a consolidação da democracia na região e a necessidade de se acelerar o processo da criação do Conselho Consultivo Eleitoral
“Ao fazer o balanço do Plano Estratégico Indicativo da SADC, teremos necessariamente que abordar a questão das eleições realizadas e a realizar na nossa região. Queremos dar tratamento a questão da gestão das calamidades naturais no âmbito regional e no da União Africana”, disse.
Para João Miranda, as eleições realizadas a 27 de Março último no Zimbabwe não foram conclusivas, tendo surgido a necessidade de uma segunda volta das eleições presidenciais, o que nos últimos tempos levou a deterioração da situação de segurança no acto do processo eleitoral, com várias reclamações, detenções ou impedimentos de movimentos por parte de certos candidatos.
No último fim de semana, referiu o ministro angolano das Relações Exteriores, a situação do Zimbabwe levou a que o secretário executivo em exercício deslocasse a Harare e durante a sua estadia observou no terreno o que se passa na realidade. João Miranda afirmou que o relatório elaborado pelo secretário executivo em exercício e que foi entregue à Troika ministerial que se reuniu no Malawi, chegou a conclusão que a situação naquele país era “extremamente grave”.
Durante a reunião, que decorreu à porta fechada, João Miranda convidou o ministro das Relações do Zimbabwe, Simdarashe Mumbangwi, a prestar um esclarecimento da situação daquele país à luz dos últimos acontecimentos. JA - Filipe Eduardo
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