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O número de mortos nos confrontos entre os insurgentes islâmicos e as tropas do governo da Somália, que contam com apoio das tropas da Etiópia, subiu para 85 nesta segunda-feira, deixando corpos nas ruas e aprofundando a crise no país.
"A cidade está sob o controle deles neste momento", disse o político Omar Abdullahi Farole. O ataque com o amanhecer desta segunda-feira soma-se àqueles que mataram ao menos 81 pessoas durante o fim de semana.
Os rebeldes têm lançado, nos últimos meses, um crescente número de ataques em cidades pequenas --dominando o poder das milícias locais aliadas ao governo.
Analistas dizem que islâmicos do grupo Al Shabab estão por trás dos ataques, que parecem ser uma demonstração de força com o objetivo de atacar as tropas somalis e etíopes com o objetivo de conquistar território. No mês passado, Washington colocou o Al Shabab na lista de terroristas.
Apoiado pela Etiópia, o presidente interino da Somália, Abdullahi Yusuf, conduziu os islâmicos para fora da capital no fim de 2006, mas desde então tem enfrentado uma insurgência semelhante à existente no Iraque, com assassinatos quase que diários e explosões de bombas.
A Organização de Paz e Direitos Humanos Elman, um grupo local que acompanha a violência, diz que ao menos 81 pessoas foram mortas e 119 feridas nos confrontos de sábado e domingo.
Estima-se que cerca de 6.500 pessoas foram mortas no ano passado por causa dos confrontos somente na capital, enquanto 1,5 milhão tiveram de deixar suas casas.
Com Reuters - Folha Online
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