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O governo francês entrou em contato com os homens que invadiram na sexta-feira um iate francês no litoral da Somália, seqüestrando seus 30 tripulantes. A informação foi divulgada neste neste domingo pelo chefe da diplomacia, Bernard Kouchner.
"Estabelecemos contato e estamos tentando de tudo para que não seja derramado sangue", afirmou o ministro. Indagado se a França está disposta pagar um resgate aos piratas, Kouchner respondeu: "Vamos ver".
O iate Ponant foi atacado no Golfo de Aden por uns dez piratas, que se encontram a bordo.O armador do barco, a companhia CMA-CGM, informou que os membros da tripulação são em sua maioria franceses e que o navio foi retido quando se dirigia ao Mediterrâneo vindo das ilhas Seychelles.
O governo francês acionou seu Plano Pirata-Mar, que consiste na "mobilização de todos os meios disponíveis na área", e anunciou que entrará "em contato" com seus "aliados" na região.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, expressou seu desejo de que os tripulantes sejam liberados "o mais rápido possível". Segundo o Estado-Maior, a França conta com presença militar na área, onde também está a Task Force 150, força marítima multinacional lançada sob o comando norte-americano e engajada no combate ao terrorismo.
A marinha francesa também dispõe de um avião de patrulha Atlantique 2, baseado em Djibuti.
O Le Ponant é um cruzeiro de luxo com capacidade para 64 passageiros. O navio deveria realizar um cruzeiro no final de abril entre Alexandria (Egito) e La Valeta (Malta), segundo a CMA-CGM, baseada em Marselha.
A costa da Somália é conhecida por ser uma das principais áreas do mundo de atuação de piratas, que atacam navios com o objetivo de tomar seus carregamentos e obter resgates em troca da libertação dos tripulantes.
Bem organizados e armados, esses grupos formam uma "poderosa máfia do mar", de acordo com especialistas, e partem de costas e portos que ninguém controla.
F: da France Presse, em Paris
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