Esqueceu a senha? Criar Conta!
  • Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
  • Increase font size
  • Decrease font size
  • Default font size
  • default color
  • red color
  • green color

Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Sudão: Genocídio é o crime mais grave do direito internacional Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
14-Jul-2008

Haia - O genocídio, definido como um crime cometido "com a intenção de destruir, totalmente ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso", é o mais grave crime reconhecido pelo direito internacional, mas também um dos mais difíceis de serem provados.

Derivado do grego "genos" (raça) e do sufixo latino cídio (latim "caedere", matar), a palavra foi criada em 1944 por Raphael Lemkin, um judeu polaco refugiado nos Estados Unidos e conselheiro do Departamento americano de Guerra, para designar os crimes cometidos pelos nazis.

Aos olhos do direito internacional, o genocídio foi reconhecido apenas em 1948, graças a uma Convenção das Nações Unidas. A convenção estipula que constituem crimes de genocídio, caso sejam cometidos com a intenção de destruir totalmente ou em parte um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, os seguintes delitos:

- assassinato

- atentados graves à integridade física e mental

- a submissão intencional de membros do grupo à condições de existência que levam a sua destruição física total ou parcial

- as medidas visando a impedir os nascimentos dentro do grupo

- a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro

"O genocídio é um crime muito difícil de ser provado, do ponto de vista legal, porque é necessário comprovar esta intenção específica", segundo Avril McDonald, uma especialista em Direito Internacional Humanitário do Instituto T.M.C Asser de Haia.

A menos que se disponha de declarações escritas ou orais do acusado ordenando ou aprovando, é difícil saber se ele foi motivado por uma intenção genocida ou não.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) para a antiga Jugoslávia, por exemplo, pronunciou até agora apenas uma condenação confirmada de genocídio, contra o general sérvio da Bósnia Radislav Krstic pelo massacre de Srebrenica (8.000 homens e meninos muçulmanos mortos no leste da Bósnia em 1995).

Reconhecendo a culpa do general Krstic, os juízes, contudo, seguiram uma "interpretação mais âmpla" deste crime, de acordo com a jurista, e que poderá ter jurisprudência e ser utilizada contra Saddam Hussein.

Os magistrados consideraram que para o "envolvimento" em um genocídio não seria necessário ter pessoalmente a intenção de cometer o crime. Bastaria apenas ter conhecimento da intenção genocida e ter participado da sua efetivação.

O Tribunal Penal Internacional para o Rwanda (TPIR), criado em Arusha (Tanzânia) para julgar os principais responsáveis pelo genocídio de 1994 no Rwanda que deixou, de acordo com as Nações Unidas, cerca de 800.000 mortos, principalmente tutsis, até agora pronunciou 23 condenações, a maior parte por genocídio.

Angop

Popularidade: 109
Comentários (0)Add Comment

Escreva seu Comentário
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
Quadro menor | Quadro maior

busy
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Saiba mais

Caminhos

MAIS XYAMI

 AX - Econtros/Amizade
    Amizades do coração 
AX - Fórum
Informação e Reflexão
AX - Jogos Online (free games)
Informação e Reflexão
AX - Rádio

A melhor música 24/24
AX - Vídeo
Vídeos de Angola,
África e do Mundo.
AX - Topsite
Vota os melhores
websites de Angola
AX - Chat
Canto do zuela tudo
AX - Galeria de fotos

Fotos de Angola e do mundo
AX - Frases
Eu, nós, eles disseram
AX - Anexa
Site 2.0 que agrega
as melhores notícias de Angola

Leitores Assíduos

Temos 3 visitantes em linha

Porque não?

Colabore com o Angolaxyami!

Sabias que...

Falou e disse

 “"MIRIAM MAKEBA foi a primeira-dama da canção da África do Sul e ganhou, merecidamente, o título de Mama África. Foi a mãe de nossa luta e de nossa jovem nação", afirma Mandela."