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A língua francesa pode constituir um factor de integração do continente africano, declarou o ministro togolês do Ensino Superior e Pesquisa, Martin Adimado Aduayom, na abertura terça-feira em Lomé do primeiro colóquio internacional da Rede dos Centros de francês como Língua Estrangeira em África (RECFLEA), soube-se hoje, quarta-feira.
Segundo Aduayom, a língua da pátria dos direitos humanos, o francês, pode, como veículo linguístico, defender a paz e a solidariedade e incentivar a integração para uma verdadeira complementariedade entre os povos.
No contexto da integração regional, sublinhou, a promoção das línguas veiculares transfronteiriças e o reforço do uso do francês apresentam a dupla vantagem estratégica de integrar os objectivos políticos de aproximar os povos que usam estas línguas como também de reforçar as trocas socioeconómicas.
Enquanto louvava as acções da língua francesa, o governante togolês reclamou, no entanto, "medidas protectoras" susceptíveis de garantir diversas formas de expressão cultural assim como uma abertura sobre a pluralidade das culturas do mundo.
O colóquio internacional da RECFLEA que decorre sob o lema "Língua francesa, diversidade cultural e integração regional", reúne desde terça-feira no campus da Universidade de Lomé cerca de cem pessoas, essencialmente responsáveis dos centros de ensino do francês e professores e estudantes da língua de Molière provenientes da sub-região da África Ocidental e da Europa.
Este projecto apoiado pela Organização Internacional da Francofonia (OIF) e pelo Ministério francês dos Negócios Estrangeiros e Europeus (MAEE) visa "valorizar o papel do francês como vector do desenvolvimento das relações inter-africanas e de integração regional.
Outro objectivo é contribuir na dinâmica de reflexão sobre a promoção do francês e seus usos em África, bem como permitir igualmente uma concertação sobre as "práticas inovadoras" implementadas para as experiências de ensino do francês.
Três eixos de reflexão estão no centro dos debates que vão decorrer até 9 de Maio corrente, designadamente, diversidade cultural face à globalização, língua francesa e integração regional, e aspectos da dialéctica do ensino/aprendizagem do francês.
A RECFLEA foi fundada em Maio de 2006 pelos directores dos Centros de Francês como Língua Estrangeira em África do Benin, da Nigéria, do Togo e do Ghana, com o objectivo de enfrentar a "procura crescente e diversificada" da aprendizagem do francês proveniente dos países não francófonos.
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