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Harare - A oposição zimbabueana entregou hoje, em mão, à Comissão Eleitoral do Zimbabué uma carta que oficializa a desistência de Morgan Tsvangirai à segunda volta das presidenciais, disse fonte partidária, citada pelo News24.
Contactado a partir de Lisboa pela Agência Lusa, o presidente da Comissão Eleitoral do Zimbabué disse não ter ainda recebido um documento de Tsvangirai a oficializar a desistência à corrida eleitoral. "Vamos colocar a questão da seguinte forma: ele ainda não entregou qualquer carta retirando-se da corrida e penso que não devemos discutir assuntos que são especulação", afirmou George Chiwese quando questionado sobre as consequências da entrega de um documento oficial por parte de Tsvangirai. Segundo o serviço de notícias zimbabueano independente ZimOnline, "caso o dirigente do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição), Morgan Tsvangirai, retirasse formalmente a sua candidatura às presidenciais então não haveria eleições, dado que a lei estipula que o candidato ainda na corrida, o Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, seria automaticamente declarado vencedor". "Prefiro lidar com essa situação se, e quando, chegarmos a ela", disse. Sobre os preparativos para a segunda volta das eleições, agendadas para a próxima sexta-feira, Chiweshe disse que "está tudo a correr conforme planeado". "Esperamos que todos (os funcionários destacados para as mesas de voto) estejam no terreno quinta-feira à noite e prontos para abrir as assembleias (de voto) sexta-feira às 07:00 e encerrá-las às 19:00", disse. A contagem dos votos será efectuada em cada mesa de voto. Os responsáveis pelas respectivas mesas bem como representantes dos candidatos assinarão a contagem dos votos. Esses resultados serão afixados à porta das mais de 9.000 assembleias de voto do país. O responsável disse não saber quando haverá resultados oficiais porque se trata de uma operação de grande envergadura e que, por vezes, há "imprevistos que podem causar algum atraso". "O que possa dizer é que vamos fazer melhor que pudermos para anunciar os resultados assim que possível", adiantou. Chiwese frisou ainda que os incidentes de violência registados desde o anúncio dos resultados da primeira volta eleitoral, a 29 de Março, "têm diminuido na última semana" e que "a polícia já se encontra destacada em todas as assembleias de voto". Segundo a oposição, pelo menos 70 pessoas morreram mais de 400 foram detidas. Presentes também no terreno estão, segundo Chiweshe, "observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA) e Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), do Parlamento Pan-Africano e mais um ou dois grupos". "Até segunda-feira a Comissão tinha acreditado mais de 400 observadores, 140 jornalistas locais e um bom número jornalistas estrangeiros", disse. MV. Lusa/Fim
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