| Zimbabwe: 400 apoiantes da oposição "Movimento para a Mudança Democrática" foram detidos - Sky News |
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| Escrito por : Cfr. no fim da pág | |
| 20-Abr-2008 | |
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Pelo menos 400 apoiantes da oposição foram detidos pelas autoridades do Zimbabué, denuncia hoje o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), citado pela televisão britânica Sky News.
A notícia avançada pela Sky News vem agravar a denúncia do advogado do MDC, Alec Muchadehama, segundo a qual pelo menos 75 apoiantes da oposição no Zimbabué - detidos durante a greve geral para a divulgação dos resultados das presidenciais de 29 de Março -, continuam hoje presos. Ainda "há pelo menos 75 detidos", afirmou o advogado do MDC, salientando que "foram detidos a partir de terça-feira passada" e que "alguns foram literalmente arrancados de casa". O advogado referiu que pelo menos 120 apoiantes do MDC foram detidos no âmbito da greve, mas alguns foram libertados mediante o pagamento de uma caução. (Outro facto perigoso) Um navio chinês ancorou na África do Sul com um carregamento de armas para o Governo do Zimbabué. A notícia fez crescer a convicção de que se poderá estar a preparar um banho de sangue no país. "Os que permanecem na prisão estão a ser acusados de tentativa de assassínio, de provocar perturbações e de terem danificado propriedades", referiu o advogado, aludindo a uma "colecção de acusações". "Há uma semana que estamos a tentar que sejam presentes a um juiz para poder obter assistência médica", disse Muchadehama, revelando que "alguns (dos detidos) necessitam urgentemente de assistência médica". A polícia não estava hoje disponível para comentar esta notícia, mas sexta-feira, tinha admitido ao diário estatal `The Herald` que procedeu a 78 detenções "de jovens do MDC". O porta-voz do MDC, Nelson Chamisa, afirmou que a maior parte das "acusações foram fabricadas" e que o objectivo pretendido ao manter estas pessoas detidas é "instalar o medo entre os zimbabueanos". O MDC convocou uma greve geral, a partir de terça-feira passada para exigir a divulgação do resultado das eleições presidenciais, mas o partido no poder exigiu a recontagem parcial de votos, que está a realizar-se desde sábado em 23 das 210 circunscrições eleitorais. De acordo com a comissão eleitoral do Zimbabué, esta nova contagem de votos poderá demorar mais três dias do que estava previsto. A União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-FP), no poder desde a independência, em 1980, perdeu oficialmente as legislativas, mas a nova contagem pode permitir-lhe recuperar a maioria no Parlamento, onde apenas alcançou, segundo os dados eleitorais, 97 assentos contra 109 para o MDC. Os resultados da eleição presidencial, disputada entre Robert Mugabe, 84 anos, que lutava por um sexto mandato, e o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, 56 anos, ainda não foram anunciados. MV. Lusa/Fim © 2008 LUSA Marque como favorito Bookmark
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