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Zimbabwe: Desistência de Morgan Tsvangirai às presidenciais é acto nulo, escrutínio mantém-se, Heral |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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23-Jun-2008 |
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O partido no poder no Zimbabué considerou hoje a desistência do dirigente da oposição Morgan Tsvangirai às presidenciais um acto "nulo", sem efeitos, e anunciou que o escrutínio de sexta-feira se mantém, de acordo com o diário Herald.
"A ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimabué- Frente patriótica) não está tomar como sérias as ameaças. (A decisão de Tsvangirai se retirar) é um (acto) nulo", sem valor legal.
"Vamos avante com a nossa campanha para vencer com facilidade, sexta-feira," afirmou Patrick Chinamasa, responsável da Zanu-PF.
"É a decima primeira vez que (o líder da oposição Morgan) Tsvangirai ameaça retirar-se das eleições presidenciais e, de cada vez, desafiei-o a oficializar, por escrito a sua atitude, conforme requerido por lei" afirmou o responsável, domingo, em Harare.
O serviço de notícias sul-africano News24 refere hoje que, segundo a Comissão Eleitoral do Zimbabué, os preparativos para a segunda volta das eleições vão prosseguir, visto Tsvangirai não ter oficializado a sua desistência.
"Tsvangirai quer evitar a derrota", disse Chinamasa, citado pelo News24.
Para a ZANU-PF, o dirigente da oposição está a utilizar a violência política como desculpa para desistir, quando "a maioria dos incidentes de violência foram instigados pelo MDC", refere a News24.
Chinamasa referiu que o anúncio da desistência de Tsvangirai, no domingo, foi uma atitude calculada para coincidir com a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, esta semana, que será presidida pelos Estados Unidos.
Tsvangirai anunciou domingo que se retirava da corrida presidencial, justificando que não pode pedir aos eleitores que "arrisquem a vida" para votar a 27 de Junho.
Em conferência de imprensa em Harare, Morgan Tsvangirai, acusou Robert Mugabe, de ter "declarado a guerra" à oposição.
"Não participaremos mais naquilo que é uma farsa de processo eleitoral, manchado pela violência e ilegitimidade", declarou.
O MDC "não pode pedir aos eleitores que arrisquem a vida ao votarem a 27 de Junho", acrescentou Tsvangirai.
O anúncio ocorreu depois de milhares de apoiantes do partido no poder, ZANU-PF, do presidente Roberta Mugabe, terem bloqueado o acesso ao estádio em Harare onde o MDC de Tsvangirai ia realizar um comício.
A violência está na ordem do dia no Zimbabué desde as legislativas e primeira volta das presidenciais a 29 de Março, com um saldo de pelo menos 70 mortos, segundo a oposição, e 400 detidos, em números da polícia.
Recorde-se que o presidente de Angola, José Eduardo Dos Santos endereçou na passada semana uma mensagem ao lider cessante do Zimbabué, Robert Mugabe, que observe um espírito de tolerância, respeito às regras democráticas, e ao mesmo tempo apela o fim de todos os actos de intimidação e violência que se registam um pouco por todo o país, para que se transmita confiança, transparência e lisura no processo.
Fonte:Lusa e agencias
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