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Zimbabwe: Governo confirma eleições mesmo sem Morgan Tsvangirai |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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25-Jun-2008 |
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O Governo do Zimbabwe minimizou as informações de que a situação política naquele país não conduzirá à realização, sexta-feira próxima, da segunda volta das eleições presidenciais de forma livre e justa.
O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, na qualidade de presidente do Órgão Político de Defesa e Segurança da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), recebeu ontem, em Luanda, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Simbarashe Mubengegwi.
À imprensa, no final da audiência, o chefe da diplomacia zimbabweana reconheceu que “há incidentes de violência isolados”, mas atribuiu a sua responsabilidade à oposição liderada por Morgan Tsvangirai.
O enviado do Presidente Robert Mugabe negou que aquele país membro da SADC esteja a experimentar actos de violência política que possam inviabilizar a realização da segunda volta das eleições presidenciais.
O chefe da diplomacia zimbabweana afirmou que a situação naquele país é “extremamente estável” e por isso a segunda volta das eleições presidenciais serão realizadas este fim-de-semana numa atmosfera de “paz e tranquilidade”. Ontem, o líder da oposição Morgan Tsvangirai, formalizou a sua desistência da corrida à presidência do Zimbabwe, mas o chefe de diplomacia zimbabweana afirmou que a lei eleitoral não permite desistência há três dias do pleito.
Simbarashe Mubengegwi considera que a desistência de Morgan Tsvangirai pressupõe o seu reconhecimento de que no terreno o eleitorado finalmente percebeu que o líder da oposição é um “agente de interesses estrangeiros”.
A SADC prometeu esta segunda-feira retirar os 250 observadores engajados nas eleições do Zimbabwe, caso o Conselho Eleitoral do Zimbabwe receba o pedido formal da retirada do candidato Morgan Tsvangirai à corrida para a cadeira presidencial.
Jornal de Angola/Santos Vilola
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