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O governo zimbabweano anunciou que vai interditar a presença de observadores dos paises ocidentais e da ONU na segunda volta da presidencial, a menos que as sanções a si impostas sejam levantadas, informou hoje (segunda-feira ) o quotidiano do Estado The Harald.
O ministro da justiça Patrick Chinamasa estimou que vários paises ocidentais têm sido os "actores" da política zimbabweana e sublinhou que o regime do presidente Robert Mugabe não cederá à pressão da oposição que deseja a presença dos observadores internacionais. "Não os autorizaremos (os ocidentais) porque eles são os autores. Revisaremos a nossa decisão à seu favor se levantarem as sanções. A menos que eles o façam. Não há nenhuma razão para ter relações com eles", declarou , citado pelo The Herald.
O chefe do Movimento para a mudança democrática (MDC-oposição) Morgan Tsvangirai, que obteve 47,9% contra 43,2% de Mubgabe na primeira volta, impôs como condições a sua participação , a presença de uma força regional de manutenção da paz, de observadores internacionais , a liberdade dos medias e o fim das violências.
A violência aumentou desde as eleições gerais de 29 de Março, segundo as ong e a oposição que denunciou a morte de 32 dos seus membros e o desaparecimento de 30 outros.
Chinamasa acusou Tsvangirai e procurar introduzir novas regras no jogo em curso. Ele deve parar de jogar ou de se comportar como uma criança perturbada".
"Tsvangirai continua a jogas às vítimas (...) ele quer que a ONU observe as eleições quando ele não realizaou as eleições de 1980 (após a independência). Agiremos em conformidade com a nossa lei eleitoral como ela foi negociada no quadro do diálogo da SADC", acrescentou.
Nenhum país ocidental havia enviado observadores na primeira volta , em que a Comissão eleitoral do Zimbabwe apenas proclamou os resultados cinco semanas depois. Contudo, continua por fixar a data para a segunda volta.
Chinamasa criticou o chefe de Estado zambiano e actual presidente da SADC, Levy Mwanawasa, por não ter apelado ao levantamento das sanções impostas contra os dignatários do regime, após a reeleição controversa de Mugabe.
Angolapress
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