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O líder da Oposição no Zimbabué foi libertado após oito horas de detenção. Morgan Tsvangirai foi detido pela polícia próximo da segunda cidade do país, juntamente com 14 dos seus colaboradores. EPA/arquivo Morgan Tsvangirai disputa com o Presidente Robert Mugabe a segunda volta da eleição presidencial, marcada para 27 de Junho
A detenção foi levada a cabo pelas forças policiais durante uma acção da segunda volta das Presidenciais. O porta-voz de Tsvangirai, George Sibotshiwe, avançou que o líder do MDC (Movimento para a Mudança Democrática) e candidato presidencial estava a realizar uma acção de campanha quando a comitiva foi travada por uma barreira da polícia, que levou os detidos para Lupane, a Norte de Bulawayo, a segunda cidade do país. A detenção ocorre 12 dias após Robert Tsvangirai ter regressado ao país para disputar com o Presidente Robert Mugabe a segunda volta da eleição presidencial, marcada para 27 de Junho. Segundo Sibotshiwe, não foi apresentada qualquer queixa e a polícia também se escusou a fornecer outras informações. Entre os detidos estavam ainda a vice-presidente do partido, Thokozani Khupe, e o secretário-geral, Lovemore Moyo. A Oposição tem-se queixado da violência exercida pelas autoridades sobre os seus membros, falando em 58 apoiantes assassinados e milhares deslocados das suas casas. "Mugabe está decidido a tornar todo o país numa zona de guerra, de forma a subverter a vontade do povo e ganhar as eleições de 27 de Junho através de todos os meios", acusou George Sibotshiwe. A organização de Direitos Humanos "Human Rights Watch" havia entretanto acusado o Presidente Mugabe de estar a impor um controlo sobre os alimentos para pressionar os eleitores antes da votação nesta segunda volta presidencial. Regresso sob o signo da ameaça Morgan Tsvangirai deixou o Zimbabué depois da primeira volta das eleições presidenciais, que decorreram a 29 de Março e lhe deram uma maioria de votos, para um périplo por países vizinhos com o objectivo de montar um cerco diplomático a Robert Mugabe. Tsvangirai decidiu adiar o regresso ao país até ao passado mês de Maio, após informações dos seus colaboradores do MDC que asseguravam estar em marcha um golpe militar para o assassinar. Trata-se de uma realidade que não constitui novidade para o líder do principal partido da Oposição, que já terá escapado a pelo menos três tentativas de assassinato. Uma delas em 1997, quando individuos não identificados tentaram atirá-lo de uma janela de um 10.º andar. No ano passado, acabou hospitalizado depois de barbaramente agredido pela polícia durante um acção religiosa com os seus apoiantes. Paulo Alexandre Amaral, RTP
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