| Zimbabwe: Milícia de Mugabe queima viva mulher de opositor, diz Times |
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| Escrito por : Cfr. no fim da pág | ||||||
| 12-Jun-2008 | ||||||
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A mulher de Patson Chipiro --líder no distrito de Mhondoro do partido de oposição ao governo zimbabuano-- foi queimada viva na última sexta-feira (6) pela milícia do ditador Robert Mugabe. Veja a íntegra da reportagem em inglês no site do jornal britânico "Times". De acordo com o jornal, sete homens em três picapes procuravam por Patson Chipiro, 51, mas encontraram apenas Dadirai, 45, sua mulher.
Os grupo "a agarrou, cortou uma de suas mãos e seus dois pés. Depois, jogaram-na em sua casa, trancaram a porta e jogaram uma bomba de gasolina pela janela", conta o jornal. A morte por hemorragia e queimaduras graves foi confirmada por laudo feito no hospital missionário católico de Saint Michael. Dadirai, que era ex-professora pré-escolar, foi a segunda mulher de membros do Movimento para a Mudança Democrática (MCD, na sigla em inglês) queimada viva na última sexta-feira por milicianos do partido governista (PF). Outra foi Pamela Pasvani, mulher de um vereador de Harare, que estava grávida e tinha 21 anos. Não foi mutilada, mas morreu com seu filho de seis anos pelas queimaduras graves. Quando chegou a Mhondoro, seu marido encontrou em chamas suas três cabanas de tijolos. "Eu tentei apagar o fogo e achei que minha mulher estava escondendo-se atrás das árvores", disse Chiprio. Chiprio diz estar com medo de ser também atacado. "Querem me matar, mas não tenho alternativa. Minha presença aqui como líder é muito importante. Se eu sair, todos sairão. Quero lutar nessa batalha a partir daqui", afirmou o líder de oposição. Prisão Também nesta quinta-feira, a polícia do Zimbábue prendeu pela terceira vez em pouco mais de uma semana o líder da oposição Morgan Tsvangirai enquanto ele fazia campanha para o segundo turno das eleições presidenciais marcadas para o dia 27 de junho, informou o MDC.
Mais cedo, a polícia prendeu o secretário-geral do partido no aeroporto de Harare logo após ele ter chegado em um vôo da África do Sul. Biti, o número três do partido, deixou o país logo após a disputa do dia 29 de março para obter apoio africano. "Ele foi detido com relação ao anúncio prematuro dos resultados [das eleições] antes do anúncio oficial dos resultados pela comissão Eleitoral do Zimbábue", disse o porta-voz da polícia, Wayne Bvudzijena. O MDC afirma que os ativistas do partido de Mugabe, o Zanu-PF, mataram 66 de seus apoiadores para tentar intimidar os eleitores antes do segundo-turno, e a polícia deteve Tsvangirai duas vezes na semana passada durante sua campanha. O partido governante acusa a oposição pela violência política. Tsvangirai venceu Mugabe nas eleições presidenciais de 29 de março, mas não conseguiu reunir o número de votos suficiente para vencer no primeiro turno. Colaboração para a Folha Online Marque como favorito Bookmark
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