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O partido do chefe da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, acusou hoje, em Nairobi, os serviços secretos militares do regime de Harare de planearem o assassinato de Tsvangirai.
"O Presidente Robert Mugabe e seus companheiros são uns assassinos", disse à AFP, durante uma curta visita a Nairobi (Quénia), o secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Tendai Biti. "Eles matam os nossos apoiantes desde 1980 e agora os serviços militares de Mugabe estabeleceram uma lista de 36 a 40 pessoas a assassinar. À cabeça da lista está o nosso líder Morgan Tsvangirai, eu próprio e o nosso porta-voz Nelson Chamisa", acrescentou. Sábado, o MDC tinha já confirmado que o regresso de Tsvangirai ao Zimbabwe tinha sido adiado devido a uma "tentativa de assassinato" que estava a ser preparada contra si. porta-voz da oposição, George Sibotshiwe, indicou não poder "dizer se os actores governamentais estavam ligados ou não a essa ameaça".
De acordo com o secretário-geral do partido "há um grupo de 18 atiradores dos serviços secretos que estão responsáveis pelo assassinato" de Tsvangirai e de outros membros do MDC que figuram na lista.
"Trata-se do mesmo grupo de pessoas que mata os nossos membros há já algum tempo", afirmou, acusando os agentes dos serviços secretos de terem assassinado dois dirigentes do movimento de jovens do MDC.
Tsvangirai abandonou o país no início de Abril, pouco depois das eleições presidenciais de 29 de Março, tendo ficado à frente de Mugabe na votação.
Tsvangirai tentou convencer a comunidade internacional a intervir na crise pós-eleitoral, encontrando-se - entre outros - com dirigentes da África Austral. A sua segurança foi igualmente evocada como explicação para a sua saída do país.
Depois das eleições de Março, que se desenrolaram de forma pacífica, o Zimbabwe mergulhou na violência. O MDC afirma que cerca de 40 dos seus apoiantes foram mortos por simpatizantes de Mugabe e acusam o regime de orquestrar uma campanha de violência e de intimidação para fazer pender a balança em seu favor na segunda volta das presidenciais.
Tsvangirai, que anunciou no fim-de-semana passado que irá voltar ao país "dentro de poucos dias", estabeleceu uma série de condições para a sua participação na segunda volta eleitoral, nomeadamente a presença de observadores ocidentais e o envio de uma força regional de manutenção da paz. pesar da recusa do regime de Robert Mugabe de aceder aos seus pedidos, o MDC abriu oficialmente no domingo a sua campanha para a segunda volta, exprimindo a sua intenção de "enterrar" a Zanu-PF (União Nacional do Zimbabwe - Frente Patriótica, no poder). Publico
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