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Os observadores eleitorais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) declararam que a recontagem dos votos das controversas eleições gerais de 29 de Março último no Zimbabwe foi efectuada "de maneira livre e equitativa", notando porém um aumento da violência no país.
Num comunicado distribuíco sábado, em Harare, José Marcos Barrica, o chefe da missão de observação da SADC, afirma que a operação ocorrida em 33 distritos onde os partidos rivais suspeitavam a existência de fraudes, fez-se nas condições fixadas pela lei e o seu resultado é o "reflexo da vontade expressa pelas populações destas zonas".
A recontagem foi decidida pelos agentes eleitorais, depois de o partido no poder, desiludido pelo desfecho das eleições em 21 distritos, pôr em dúvida os resultados do escrutínio parlamentar em 22 circunscrições.
Porém, as operações de recontagem, cujos resultados foram anunciados quarta-feira passada, confirmaram a primeira contagem e decorreram sob a supervisão duma equipa de observadores locais e internacionais.
"A missão de observação das eleições da SADC considera que o processo de verificação e de recontagem instaurado entre 19 e 29 de Abril de 2008 relativamente às eleições zimbabweanas, está de acordo com os termos da legislação que rege as eleições", indicou Barrica.
No entanto, notou que a missão constatou uma recrudescência da violência, enquanto o país se prepara para organizar uma segunda volta das presidenciais que, em princípio, deve ter lugar este mês.
Esta situação foi provocada pelas "declarações incendiárias de alguns dirigentes do partido no poder e igualmente da oposição", disse.
Indicou que a intensificação da violência, nomeamamente, torturas, pilhagens, destruições de bens e assassinatos, é reveladora da existência dum clima de intolerância política no país, uma situação "imputável aos políticos".
Barrica, igualmente ministro angolano da Juventude e Desportos, exortou os adversários políticos zimbabweanos dos dois lados a cessar de demonstrar "egocentrismo" e trabalhar para o bem da nação zimbabweana, respeitando a vontade do povo expressa nas urnas.
Panapress
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