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O diário governamental do Zimbabwe, "The Herald", avança hoje que será necessária uma segunda volta nas eleições presidenciais porque nenhum dos candidatos conseguiu mais de 50 por cento dos votos.
Na sua edição digital, o diário, afecto ao regime de Mugabe, não dá, porém, a conhecer dados mais precisos. A comissão eleitoral também não dá pormenores dos resultados eleitorais.
As eleições de sábado passado no Zimbabwe - as mais disputadas na história deste país - foram presidenciais, parlamentares e municipais, mas até agora a comissão eleitoral nacional apenas deu a conhecer os dados do escrutínio parlamentar.
O jornal assinala ainda que as "indicações que existiam ontem à noite eram de que os dois partidos mis votados (a Zanu-PF, no poder, e a oposição do MDC) provavelmente obtiveram 96 e 99 deputados cada um", respectivamente.
"Já a pauta dos resultados das eleições presidenciais mostra que nenhum dos candidatos obterá mais de 50 por cento dos votos, forçando uma segunda volta", indica o jornal.
O matituno recorda ainda que, segundo a Constituição, essa segunda volta deverá realizar-se 21 dias depois da primeira volta entre os dois candidatos que tenham conseguido o maior número de votos.
Esta informação é publicada algumas horas depois de terem surgido versões extraoficiais que indicavam alegadas negociações políticas para que o Presidente Robert Mugabe renuncie ao seu cargo, que desempenha desde 1980.
As negociações entre o partido governante e a oposição foram negadas quer pelo governo quer pelo líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento para a Mudança Democrática. Tsvangirai sublinhou que prefere esperar pelo resultado das eleições presidenciais antes de assumir a vitória.
No próprio dia das eleições, Mugabe, de 84 anos, acusado de manipular as eleições presidenciais de 2002 e as parlamentares desde 2005, disse que não previa uma segunda volta eleitoral.
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