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O Zimbabwe garantiu hoje que não convidará novos observadores internacionais para a segunda volta da eleição presidencial, rejeitando assim os pedidos da comunidade internacional. “Os convites feitos ao início continuam a ser válidos. Não haverá outros observadores” para assistir ao voto previsto para 27 de Junho, informou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Simbarashe Mumbengegwi, citado pelo jornal “The Herald”.
O líder da oposição Morgan Tsvangirai, à frente na primeira volta, disse, contudo, que a presença dos observadores era uma condição para participar na segunda volta.
Nenhum observador ocidental pode assistir à primeira volta realizada a 29 de Março, apesar de o Zimbabwe ter convidado 47 equipas oriundas de países como a China, Rússia e Irão – com quem o Presidente Robert Mugabe mantém boas relações. Os observadores regionais da Comunidade de desenvolvimento da África Austral e da União Africana foram, na altura, muito criticados por, perante estas circunstâncias, terem permitido a realização das eleições.
O Governo do Zimbabwe já tinha sublinhado que não permitiria, na segunda volta, a presença de observadores ocidentais ou de países que integrassem a ONU, a não ser que as sanções de que é alvo pelo controverso processo de 2002 fossem levantadas. Uma rede independente de observadores que apoia as eleições no país avançou na sexta-feira que os seus membros estavam a ser atacados por alegados apoiantes de Mugabe desde 29 de Março, mas de forma mais intensa nos últimos tempos e com a aproximação do novo escrutínio.
O Movimento para a Mudança Democrática (MDC), principal partido da oposição, tem apelado também ao fim da violência que tem atingido o país desde a primeira volta. O MDC acusa ainda a actual Comissão Eleitoral de ser favorável ao Presidente. Desde 29 de Março que o clima no país se tem vindo a agravar, ao ponto de a ONU e a Amnistia Internacional terem considerado a situação “muito crítica”. Até ao momento centenas de pessoas foram mortas, e o número de feridos e deslocados não pára de subir.
O MDC informou que pelo menos 40 militantes foram mortos por apoiantes de Robert Mugabe e acusa o regime de estar a levar a cabo uma campanha que aposta na violência e na intimidação, como formas de conseguir mais apoio pelo medo em Junho. Publico
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