|
Cerca de 50 membros da oposição do Zimbabwe, incluindo um deputado eleito nas eleições gerais de 29 de Março, foram detidos desde o início da greve geral iniciada ontem, afirmou um responsável do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês).
"Foram detidas mais de 50 pessoas, maioritariamente membros da equipa do MDC, incluindo um deputado", declarou à AFP o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa.
O deputado em questão, Marvelous Khumalo, foi eleito pelo círculo de Chitungwiza, um feudo da oposição, precisou Chamisa.
"Nós não sabemos porque foram detidos. Não é crime fazer greve. Crime é o que está a fazer a comissão eleitoral, ao não publicar os resultados" da eleição presidencial, indicou.
A polícia tinha referido hoje ter detido 30 pessoas, acusadas de terem erguido barricadas ou obrigado alguns comerciantes a manter fechadas as suas portas.
O MDC apelou a uma greve geral ilimitada, a fim de forçar a comissão eleitoral a publicar os resultados eleitorais das presidenciais de 29 de Março, mas o primeiro dia da acção de boicote teve pouca expressão no país.
Foi hoje colocado em marcha um dispositivo policial em Harare, onde as lojas, os bancos e as repartições públicas estão a funcionar normalmente.
O MDC reivindica a vitória do seu líder, Morgan Tsvangirai, na primeira volta das eleições presidenciais, frente ao Presidente Robert Mugabe, de 84 anos, há 28 no poder.
F: Publico
|