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Caçadores furtivos estão a pôr em perigo a fauna no parque nacional de Kameia, na província do Moxico. É frequente assistir-se ao abate indiscriminado de animais no interior do parque, notando-se já uma redução na sua capacidade de procriação.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal, IDF, não tem capacidade para controlar a situação, segundo o director provincial, Isaac Victor.
Apenas dispõe de um afectivo de 20 homens, para se desdobrar num espaço de 14 mil e 450 quilómetros quadrados.
Além disso, a maioria dos fiscais tem mais de 50 anos e não consegue fazer longas caminhadas, o que dificulta o combate aos caçadores.
No interior do parque ergueram-se muitos aglomerados populacionais, cujos habitantes fazem da caça a sua principal actividade.
O Parque Nacional da Kameia é o terceiro maior do país, depois da Quissama (Bengo) e do Iona (Namibe).
Existe desde 1957 e engloba os municípios de Kameia, Luacano, Alto-Zambeze e Moxico e acolhe animais como palanca real, elefantes, leões, pacaças, hipopótamos, nunces, nguelengues, cabras do mato e outras espécies.
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