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O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, apresentou ontem um novo Atlas da África à Conferência Ministerial Africana sobre o Ambiente (AMCEN, em inglês) reunida em Johanesburgo. A publicação "Africa: Atlas of Our Changing Environment" ("África: Atlas de Nosso Ambiente em Transformação", em tradução livre) documenta com centenas de fotografias as mudanças da paisagem do continente.
O Atlas da África mostra a transformação do meio ambiente africano, desde o desaparecimento das geleiras nas montanhas Rwenzori de Uganda até a perda da vegetação "fynbos" (arbustos finos, em afrikaans), que cresce somente na região do Cabo, África do Sul. | AP |  | | Imagem da ONU datada de 1942 mostra Dacar, capital do Senegal, na África | Realizado para a AMCEN pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o livro ressalta como o desenvolvimento, o crescimento da população, a mudança climática e, em alguns casos, os conflitos, estão impactando nos recursos naturais da região. A mudança climática está começando a causar problemas como falta de água e intensa erosão do solo no continente piorando ainda mais a situação sócio-econômica. Embora a África só produza 4% do total das emissões de dióxido de carbono, sua população sofrerá de maneira desproporcional as conseqüências da mudança climática global. Os poucos pontos positivos da questão do meio ambiente no continente também foram registrados na obra. Entre 1990 e 2004, muitos países africanos conseguiram pequenas melhorias, especialmente em relação à água e aos serviços sanitários.
da Efe, em Johanesburgo
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