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Quatro quadros foram roubados na manhã desta quinta-feira da Estação Pinacoteca do Estado, no centro de São Paulo. As obras são duas gravuras do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um óleo sobre tela do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e um guache sobre cartão do lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957). As obras foram levadas do segundo andar da Estação Pinacoteca --edifício separado da Pinacoteca do Estado-- por três homens armados que renderam vigilantes. As gravuras e os óleos pertenciam à Fundação José e Paulina Nemirovsky e estava em regime de comodato na Pinacoteca desde 2006.
| Reprodução |  | Ladrões levam obras de Segall e Di Cavalcanti (acima) e de Picasso (abaixo) | Segundo informações preliminares da Polícia Militar, três homens invadiram o local e pegaram as quatro obras. Os títulos não foram confirmados. A Secretaria de Estado da Cultura informou que as obras levadas são "Casal" (1919), de Lasar Segall, guache sobre cartão; "O pintor e seu modelo" (1963), de Pablo Picasso, gravura a água-tinta; "Minotauro, bebedor e mulheres" (1933), de Pablo Picasso, gravura a água-forte sobre papel; e "Mulheres na janela" (1926), de Di Cavalcanti, pintura a óleo sobre cartão. As obras, segundo a secretaria, têm um valor aproximado de R$ 1 milhão de reais. Policiais do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado) realizam perícia no local. Segundo a polícia, o circuito interno de segurança captou as imagens, mas ainda não se sabe se elas foram gravadas. Inaugurada em 1905, a Pinacoteca é o museu de arte mais antigo da cidade. O acervo do museu conta com aproximadamente 4.000 obras, entre pinturas, peças em bronze, desenhos, e porcelanas. Construído em 1914, o edifício atualmente ocupado pela Estação Pinacoteca foi concebido para abrigar armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana que, com seus 108 quilômetros de extensão, interligava São Paulo e Sorocaba. Com a conclusão, em 1938, de novas instalações da companhia ferroviária, o edifício, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, foi colocado à disposição do Estado. Após reformas, o edifício passa, em 1939, a abrigar o Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) de São Paulo, órgão de repressão política que teve o ápice de suas atividades durante o regime militar (1964-1985). Por sua importância histórica e arquitetônica, o prédio é tombado como um bem cultural, em 1999, pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo). Atualmente, o edifício está reformado e apresenta salões amplos e de condições museológicas de excelência. O projeto de reestruturação, de autoria do arquiteto Haron Cohen, foi implementado entre 1997 e 2002. Em janeiro de 2004, foi inaugurada a Estação Pinacoteca, o novo espaço da Pinacoteca do Estado. Masp No fim do ano passado, duas telas valiosas foram levadas do Masp (Museu de Arte de São Paulo). A ação que resultou no furto das obras 'O Lavrador de Café', de Candido Portinari, e 'Retrato de Suzanne Bloch', de Pablo Picasso durou três minutos, como flagraram as câmeras do museu. A instituição não possuía alarme, sensor e seguro para acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão.
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