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 O Cine Tropical registou nesta quinta-feira um colorido diferente, típico das grandes manifestações culturais realizadas no país, desde 1978, congregando quase 500 pessoas na gala de homenagem aos fazedores do Carnaval.
Realizado pelo Ministério da Cultura, o acto decorreu em simultâneo com a partida da final da Taça Africana das Nações em Andebol Sénior Feminino, ganha por Angola, mas nem esse factor afugentou os espectadores, que mesmo repartidos tomaram parte de uma festa multicolor, "apimentada" com música, gastronomia e dança tradicional.
Aberta com um atraso de 30 minutos, a cerimónia foi rica em atractivos e diversificada no elenco, tendo posto em "confronto" artistas da velha geração e cantores nascidos no pôs-independência, como forma de demonstrar que todos, independentemente da idade, jogam papel fundamental na afirmação do Carnaval.
Presenciada por entidades do Ministério da Cultura e do Governo da Província de Luanda, com particular referência para o ministro Boaventura Cardoso, a gala teve cor e luz, mas esteve longe de atingir a "explosão", quer no palco, quer na plateia.
Coube aos percussionistas do Bloco Sol a proeza de abrir o desfile das estrelas da noite, com a apresentação de um número de música tradicional, a que se seguiu a entrada de um dos mais antigos e históricos grupos do folclorismo nacional: Kituxi.
A este recaiu a missão de tentar espevitar os espectadores, com os temas "Pedro Dya Nganhala" e "Kitanda Kia São Paulo", acompanhados por quatro bailarinas do Bloco Sol vestidas à Carnaval, que faziam contrastar a harmoniosa combinação do vermelho, azul e verde com o fundo azul estampado no palco do Tropical.
Já com a Banda Movimento no "comando das operações", em termos de suporte instrumental, subiu a cantora infantil Meury para interpretar o tema "Futuro da Nação", do grupo carnavalesco União Cassule dos Jovens da Cacimba, actuação coreografada pelo grupo infantil da cantora e apresentadora de TV Sónia António.
Seguiu-se depois os Irmãos Almeida. No seu jeito característico, Beto e Moniz de Almeida (dois dos mais participativos músicos da geração intermédia em eventos ligados ao Carnaval) até cumpriram, mas, tal como os outros, não levantaram a plateia.
Ambos interpretaram com rigor, e no seu já tradicional jogo de vozes, o tema "Homenagem", de autoria do grupo União Ngola Kiluanje.
Nessa altura, a tarefa dos artistas parecia espinhosa, porquanto tinham a missão de fazer esquecer ao público, que bem naquele momento a selecção nacional de andebol lutava contra a Cote d’Ivoire, pela conquista da nona taça continental.
Com esse propósito, subiu ao palco Dina Santos, uma das vozes mais emblemáticas do music hall feminino angolano (a par da falecida Lourdes Van-Dúnem), que cantou o tema "Alueke", do grupo União Estrelas do Povo, coreografado também pelo Bloco Sol.
Apesar do nome, também não levou os espectadores à explosão, mas teve o mérito de apresentar, pela primeira vez na noite, uma coreografia mais próxima daquilo que serão os trajes dos grupos nos desfiles centrais do Carnaval 2008.
Sónia António, com o tema "Os Nossos Valores", do grupo União Ngola Kiluanje, Jersy Costa, com a música "Dos Santos Dyala Dionene", do grupo União Operário Kabocomeu, Armanda Cunha, com o tema "Um Ngongo Um Tuâla", do Dizanda do Icolo e Bengo, assim como as Gingas do Maculusso, com o tema "Makulu", do União Jovens da Cacimba, também coloriram a festa, que se serviu também de lançamento, simbólico, ao Entrudo de 2008.
Antes do encerramento da gala, houve ainda tempo para Yola Semedo e Bela Chicola cantarem, em dueto, o tema "Peixeiras", do grupo União Kiela, coreografado pelo Bloco Sol, dando proeza à pequena Nucha de encerrar o programa com a interpretação da música "Mana Negra", do grupo carnavalesco União 54.
Fonte: Angop
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