Phoenix começou a escavar o solo marciano após descer na zona do pólo norte do planeta, no dia 25 de maio.
Em junho, a sonda encontrou uma substância branca que os cientistas concluíram ser gelo.
O fim da missão estava previsto para a chegada do outono, quando a redução da luz solar e a queda das temperaturas impediriam o carregamento das baterias da sonda.
Apesar do fim da missão da Phoenix, a análise das informações coletadas pela sonda está apenas começando, destacaram os cientistas.
"Phoenix já nos surpreendeu e sei que vamos obter mais coisas surpreendentes deste tesouro de dados durante os próximos anos", destacou Peter Smith, da Universidade do Arizona e encarregado científico da missão.
A sonda Phoenix demonstrou, em particular, a presença de água gelada no ártico de Marte, lembrou Smith. "O estudo do gelo ocupou a maior parte destes cinco últimos meses".
"A água estava realmente no centro desta missão e isto nos manterá ocupados durante um certo tempo, enquanto tentamos compreender realmente o que recolhemos", destacou Smith.
Para Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte da Nasa, "Phoenix teve um papel importante para reforçar a esperança de que o planeta foi habitável no passado e que existiu vida lá".
Phoenix determinou ainda que o solo marciano é moderadamente alcalino e descobriu depósitos de sal que podem ter servido de alimento para organismos vivos.
A sonda, lançada em 4 de agosto de 2007, percorreu 679 milhões de quilômetros até pousar no ártico marciano, em 25 de maio.
As câmeras da Phoenix transmitiram mais de 25 mil fotos da região onde a sonda pousou.
A Nasa tem ainda no solo de Marte os robôs Spirit e Opportunity, que exploram a zona equatorial do planeta desde 2004.
FNT/(AFP)














