A partir de 1960 foi o primeiro cientista a observar a 'Aequorea victoria', uma água-viva luminescente que vive no Pacífico Norte e a base de um trabalho que se tornou a obra de sua vida e lhe valeu o Nobel.
A descoberta e o desenvolvimento da chamada Proteína Verde Fluorescente (GFP), observada nas águas-vivas a partir de 1962, foram essenciais para o desenvolvimento da bioquímica, segundo o júri do Comitê Nobel.
"Com a ajuda da la GFP, os cientistas desenvolveram meios para observar processos que antes eram invisíveis, como o desenvolvimento das células nervosas no cérebro e o das células cancerígenas", acrescenta o comunicado.
Os americanos Roger Tsien e Martin Chalfie, que dividiram o prêmio com Shimomura, são os seguidores de seu trabalho.
Chalfie, nascido em 1947 e professor de Biologia da Universidade de Columbia, Nova York, concebeu, no final dos anos 80, as aplicações que poderiam ter esta proteína milagrosa para a biomedicina.
Conseguiu, em especial, identificar o gene que controla a GFP, o que facilitou sua utilização em laboratórios, em especial na pesquisa do verme C. elegans.
A fluoresência da GPF tornou possível localizar proteínas em células e rastear seus deslocamentos.
Roger Tsien, nascido em 1952 e professor desde 1989 da Universidade da Califórnia, ampliou ainda mais os alcances dessa descoberta ao conseguir cores ainda mais intensas.
Agora os pesquisadores podem, graças à GFP, seguir a evolução das células, por exemplo, os danos causados pelo Mal de Alzheimer.
Em uma experiência espetacular, pesquisadores diferenciaram células nervosas do cérebro de um camundongo com um caleidoscópio de cores.














