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Um tribunal federal de Nova York ordenou ao Google que forneça dados sobre os utilizadores do "YouTube" ao gigante dos média Viacom (MTV, estúdios Paramount). Esta decisão está a levantar polémica sobre a protecção da vida privada dos utilizadores do serviço de internet. O caso remonta a Março de 2007, quando a Viacom decidiu levar o Google à justiça por ter autorizado a transmissão de 160 mil vídeos dos programas divulgados em canais de televisão do grupo, principalmente MTV e Comedy Central.
A Viacom pediu mil milhões de dólares de indemnização, mas este valor ainda não foi aprovado pelo tribunal.A decisão do tribunal, permite à Viacom ter acesso ao conjunto dos vídeos retirados do catálogo, mas sobretudo a todos os dados relativos à transmissão dos vídeos: identificando ligação, o número de vezes e a que horas os utilizadores os viram e o endereço IP dos utilizadores, o que permite identificar os computadores. "O que a Viacom está a tentar provar é que há muitos vídeos que não respeitam os direitos de autor, o que permitirá fundamentar uma acção judicial por danos e juros", explicou Diane Mullenex, advogada especializada em novas tecnologias. O Google reagiu imediatamente dizendo que "está decepcionado por o tribunal ceder ao pedido de acesso da Viacom ao histórico de visitas do YouTube”, indicou uma das conselheiras do grupo da internet, Catherine Lacavera. "Vamos pedir à Viacom que respeite a vida privada dos usuários, permitindo ao Google que mantenha os endereços dos usuários em segredo até que possamos comunicá-los", acrescentou. O advogado da associação de defesa dos usuários da internet “Electronic Frontier Foundation” (EFF), Kurt Opsahl, repudiou a decisão do tribunal numa mensagem postada no seu blogue. A Viacom, por sua vez, está a tentar garantir o respeito pela decisão tomada em julgamento, indicando que "toda informação que obtiver será exclusivamente usada para sustentar seus recursos contra "YouTube" e Google". Com esta polémica de direitos de autor e protecção da vida privada, a francesa "Dailymotion", rival do site "YouTube", optou por assinar acordos com os detentores desses direitos para uma difusão legal dos vídeos. JN
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