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Angola: Fuga à paternidade deve-se à falta de entendimento entre os casais, Genoveva Lino |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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11-Jul-2008 |
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O índice elevado de casos de fuga à paternidade e de violência doméstica que se regista um pouco por toda província de Luanda tem a ver com a falta de entendimento dos casais nos lares e não só, afirmou ontem (quinta-feira),em Luanda, a directora provincial do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino.
Em declarações à Angop sobre o assunto, a responsável atribuiu a falta de entendimento e diálogo, bem como questões de carácter social e económicas como algumas das principais causas que estão na base da situação.
Como disse, estes problemas resumem-se particularmente na falta de incumprimento de pensão, abandono dos lares por parte dos pais, questionamento da paternidade dos filhos após nascença, interferência familiar, entre outros factores.
Adiantou que a nível de Luanda todos os casos notificados pela sua direcção e que de um certo modo carecem de resolução imediata e em fóruns judiciais competentes encontram-se já sob alçada dos órgãos policiais e judiciais para averiguação e posterior resolução.
Segundo Genoveva Lino, a maioria dos casos envolvem recém-nascidos, crianças do zero aos 16 anos de idade, bem como aquelas com má-formação congénita e outros males.
A directora fez questão de sublinhar que todos estes casos têm merecido a atenção e seguimento da instituição que dirige e não só, mas também reconheceu que outros tantos casos registam-se um pouco por toda província sem o devido conhecimento das instâncias afim, por incapacidade ou conhecimento das vítimas na sua tramitação devida.
Instado a pronunciar-se sobre o caso recente do suicídio ocorrido no Prédio Sujo do Marçal, a directora do Minfamu de Luanda disse não ter dados que a permitam fazer um juízo sobre o assunto, remetendo o caso às instâncias policiais que já trabalham no assunto.
A responsável fez apenas questão de referir que a questão em causa é mais uma das que acontecem na capital do país, que lamentavelmente envolvem mulheres socialmente carenciadas e que vêm no suicídio a melhor forma de por fim a um sofrimento que as vezes não é imputado apenas a ela, mas a outras pessoas ou quiçá mesmo à sociedade.
Fonte:Angop
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