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Angola: Traficantes de droga refinam técnicas de transporte de cocaína |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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14-Ago-2008 |
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No estômago, nos calçados ou na carteira do bolso são os métodos preferenciais dos traficantes na transportação da droga de Luanda para outras paragens do mundo. Em 2007, foram apreendidos no primeiro semestre 18,598 Kg de cocaína. Este ano, nos primeiros seis meses, quatro cidadãos nacionais com 7,577 Kg de cocaína foram igualmente apreendidos, e em Julho e Agosto as autoridades apreenderam 4,679 Kg, totalizando 12,256 Kg.
O método preferencial dos traficantes para transportar a droga é o estômago, sem aparentemente qualquer preocupação dos efeitos nocivos que isto representa para a sua saúde. Estas estratégias de transporte adoptado pelos traficantes é uma resposta às medidas de segurança das Alfândegas, segundo soube o Jornal de Angola.
A nutricionista Maria Futa considera que depende da quantidade e da nocividade que a cocaína tem, os traficantes poderão no futuro enfrentar problemas no estômago. Apesar de não poder determinar os perigos da cocaína, Maria Futa acredita que há sempre efeitos nocivos, pois a droga, por ser droga, é sempre prejudicial.
Segundo especialistas na matéria, a cocaína é a droga que mais rapidamente devasta o consumidor. São necessários alguns meses ou mesmo semanas apenas para que ela cause um emagrecimento profundo, insónia, sangramento do nariz e corisa persistente, lesão da mucosa e tecidos nasais, podendo inclusive causar perfuração do septo.
Doses elevadas consumidas regularmente também causam palidez, suor, frio, desmaios, convulsões e paragem respiratória, dizem cientistas, acrescentando que, no cérebro, a cocaína afecta especialmente as áreas motoras, produzindo agitação intensa.
A quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 grama de cocaína pura. A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injectada directamente na corrente sanguínea.
O efeito da cocaína pode levar a um aumento de excitabilidade, ansiedade, elevação da pressão sanguínea, náusea e até mesmo alucinações.
Um relatório norte-americano afirma que uma característica peculiar da psicose paranóica, resultante do abuso de cocaína, é um tipo de alucinação na qual formigas, insectos ou cobras imaginárias parecem caminhar sobre ou sob a pele de quem consome.
Fonte:Jornal de Angola
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