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O país tem 150 mil pessoas portadoras de deficiência, a maior parte das quais são deficientes físicos, do sexo masculino e as deficiências resultam de acidentes com minas e outros engenhos explosivos. O Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS) apoia a maior parte dos deficientes, num total de 89.170.
Os dados foram revelados ontem ao “JA” pelo director nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência do MINARS, André Zinga Nkula, por ocasião do Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, que hoje se comemora.
O acto central, que decorre sob o lema “promovamos a acessibilidade pela participação plena da pessoa portadora de deficiência”, decorre no Kewanza-Sul, província com 10.500 portadores de deficiência. Segundo André Zinga Nkula, a maior parte das pessoas portadoras de deficiência concentra-se na região Centro e Sul do país, zonas onde a guerra se desenrolou com maior intensidade.
Além de amputados vítimas de minas, Angola tem deficientes visuais, auditivos, surdo-mudos, paralíticos e deficientes mentais. André Nkula recordou que vários sectores governamentais desenvolvem acções direccionadas às pessoas portadoras de deficiência, nomeadamente a Comissão Nacional Inter-sectorial de Desminagem (CNIDAH,) os Ministérios da Educação, da Saúde, do Interior e as Forças Armadas Angolanas.
O director nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência do MINARS assegurou que no quadro do Programa do Governo existem várias acções, destacando o programa de Inclusão Social das Pessoas Portadoras de Deficiência que está vocacionado para apoiar a criação de cooperativas e micro empresas, que proporcionam emprego.
O MINARS e outros sectores desenvolvem também o Programa de Reabilitação baseado na comunidade, cuja missão é a de levar os serviços onde a pessoa deficiente reside e conta com a participação activa dos governos provinciais, disse André Nkula.
“O programa, além de fazer a identificação da pessoa portadora de deficiência, faz o levantamento das suas necessidades. Se precisa de ir à escola encaminhamos o caso para o Ministério da Educação, se precisa de reabilitação física é enviado ao Ministério da Saúde”. Caso o deficiente necessite de emprego, é levado às entidades empregadoras ou frequenta a formação profissional para posteriormente receber instrumentos que lhe permitam desenvolver uma actividade, disse André Nkula.
Fonte:JA
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